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A morte na panela e os erros criacionistas

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A morte na panela e os erros criacionistas

Recentemente, assisti a uma pregação do pastor Adeildo de Oliveira Silva, da igreja o qual congrego, que me chamou muito a atenção por estar próxima de um tema em voga nos últimos tempos e que tem gerado muita polêmica: a maneira com o qual os cristãos estão defendendo o livro de Gênesis - em uma linguagem mais simples, a maneira com o qual os criacionistas têm agido. A pregação falava sobre Adão e Eva? Não... Sobre Dilúvio? Também não... Falava, na verdade, de uma passagem no Segundo Livro dos Reis, que acredito que não só tem ligação com o que acabei de falar, mas sim com algumas atitudes das nossas vidas...

Eu já estava com o desejo de fazer esse artigo aqui no blog faz muito tempo. Naquele dia Deus falou muito comigo e senti na obrigação de transmitir a mensagem, mas as correrias do meu dia a dia não me permitiram fazê-lo. Até que algo me despertou a atenção... dias atrás estava vendo algumas coisas a respeito do famoso químico Marcos Eberlin, um dos maiores especialistas em espectrometria de massas. Esse notório cientista é defensor do Design Inteligente, e o que ele dizia nessa área não era muito diferente do que eu já tinha ouvido do assunto... até assistir vídeos onde vi mesmo dizer, dentre outras coisas, que erosão por milhões de anos destruiria os fósseis e que os fósseis de hominídeos - como o Australopithecus, Homo erectus e Neanderthal - ou eram fraudes ou construídos com massa epóxi. Qualquer paleontólogo que ouvisse isso diria que tais informações são falsas - e realmente são. Fiquei tão pasmo de como um cientista cristão, do nivel dele, poderia ter dito isso, que decidi pôr a mão na massa e escrever esse artigo.

ENVENENANDO INCONSCIENTEMENTE

A nossa história inicial se passa em Israel no século 9 a.C, tempo em que os reis governavam nessa terra, e Deus usava profetas para falar com o povo. Dentre eles, a figura central era o profeta Eliseu, sucessor do profeta Elias. Nosso cenário está em 2 Reis 4:38-41: 


"E, voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra, e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu servo: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
Então um deles saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela enchendo a sua capa de colocíntidas; e veio, e as cortou na panela do caldo; porque não as conheciam.
Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer.
Porém ele disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Dai de comer ao povo. E já não havia mal nenhum na panela."

Existem muitas mensagens na internet afora sobre essa passagem, que é, deveras, interessante. Mas poucas ou talvez nenhuma na perspectiva que mostraremos. Afinal, o que uma declaração mentirosa de um cientista cristão teria a ver com essa passagem?

Vejamos... conforme o texto bíblico, o servo dos profetas tinha boa intenção: pegar comida para usar no ensopado. Ele não queria envenenar ninguém, a Bíblia é clara em dizer que o servo não sabia que aquele vegetal do qual pegava para o caldo era venenoso, a saber, um punhado de colocíntidas. Para quem não sabe, colocíntida é um fruto venenoso muito comum na região de Gilgal, onde justamente se passa a história segundo a Bíblia. Basicamente, então, o servo teria cortado a fruta e colocado seus pedaços no caldo, mas reitero, ele não queria envenenar ninguém.

Na hora em que os profetas foram provar do caldo, um ou mais deles percebeu que tinha colocíntidas na panela e gritou para Eliseu a famosa frase: "Homem de Deus! Há morte na panela". E ninguém comeu até que Deus, por meio de Eliseu, purificasse aquele alimento quando foi derramada farinha sobre o caldo.

Por que eu enfatizei tanto que o servo não sabia do que fazia? Simples: porque o servo na verdade representa a maneira com que a maioria dos criacionistas têm agido. Como assim?

DE BOAS INTENÇÕES...

A maior parte dos criacionistas que conhecemos hoje, assim como o atualmente em destaque Marcos Eberlin, são protestantes de várias denominações, especialmente adventistas. Uma vez cristãs, é de se admitir que não são pessoas más ou que querem o mal dos outros, aliás muito pelo contrário, pois a base do cristianismo é o amor ao próximo. O cientista criacionista Leonard Brand disse no livro “Presenting evolution and Creation: How? [Part 1]” o seguinte:

"Muito do material criacionista existente supõe que a evolução é apenas uma teoria sem sentido que oferece às pessoas uma forma de fugir da verdade sobre Deus. Esses criacionistas pensam que, se os evolucionistas simplesmente enxergassem as evidências óbvias, perceberiam que a Criação é verdadeira. […]"

Ou seja, a maioria dos criacionistas veem a teoria da evolução como algo sem nexo que pode afastar as pessoas de Deus. Por isso combatem essa "heresia" com unhas e dentes, como uma espécie de "cruzada santa", temendo que a Bíblia entre em descrédito. A própria estratégia do primeiro grupo de Design Inteligente, de acordo com um documento dos mesmos, refletia também esse objetivo final.

Então, que problema há em se pregar a Palavra de Deus? Nenhum... desde que seja por meios honestos. Noventa e nove por cento dos criacionistas trazem muitos argumentos errados, falhos e por vezes falsos para tentar desacreditar a teoria da evolução, tudo em nome de divulgar a Palavra de Deus. Obviamente isso é errado, pois se vamos falar da Verdade de Deus, vamos usar a verdade para argumentar. Mas a questão é: os criacionistas fazem isso conscientemente? A resposta é um surpreendente NÃO.

Mas como alguém pode mentir sem saber que está mentindo? Os motivos são dois: falta de conhecimento e ignorância (no sentido de ignorar) de argumentos que parecem contradizer sua "fé". Existem alguns criacionistas que, quando erram em alguma coisa e percebem o erro, se retratam ou repensam alguns de seus argumentos, mas o fato é que a maioria não é assim. Diante de uma argumentação que parece colidir direto com sua teologia, o criacionista ignora as evidências: desconversando, ignorando literalmente ou partindo para xingamentos ou maldições.

O bioquímico Marcos Eberlin é Criacionista da
Terra Jovem.
Minha experiência pessoal com criacionistas mostrou-se exatamente dessa forma. Apenas alguns poucos consigo manter um diálogo amigável - um deles, Dan de Barna, está lançando um livro intitulado "La Manzana de Adan", que traz uma perspectiva diferente, mas ainda interessante, da antropologia evolutiva (acesse o E-book aqui), e o outro que - pelo menos no início - foi bem receptivo comigo, por incrível que pareça, foi o próprio Marcos Eberlin, mas há outros que já me chamaram de herege, mesmo sabendo que acredito em Deus e na Bíblia! Tem um criacionista, que não quero citar o nome (embora seja bem conhecido nas redes sociais), que claramente me ofendeu e depois distorceu minhas próprias palavras para dizer que estava sendo "perseguido".

Mas... pessoas como ele são más? Não. São cristãos que acredita em Deus e na Bíblia. Uma pessoa boa de se dialogar (desde que o assunto não seja criação vs evolução) e de bom coração. Então, por que criacionistas, como o Marcos Eberlin por exemplo, usam argumentos errados? Porque por vezes os tais não sabem quase nada de paleontologia e biologia (a área de estudo do Eberlin é apenas química) e preferem continuar sem saber para não admitir que tem algo errado em seu modelo teológico. Simples assim.

ALGUNS EXEMPLOS

No nosso blog temos uma lista dos mais recorrentes erros criacionistas (acesse-a clicando aqui). Mas abaixo destacamos alguns desses erros:

Não existem elos perdidos. Quase todos os criacionistas, senão todos, usam esse argumento. O termo "elo perdido" nem é usado mais, porque a evolução não acontece de forma sequencial, sendo o termo correto "fósseis intermediários ou transicionais". Mas dizer que não existem fósseis transicionais é simplesmente falso. Milhares de espécies consideradas transicionais estão perfeitamente catalogadas e os criacionistas sequer conhecem 10 por cento delas; daí o erro na argumentação.


Se nós evoluímos do macaco, os macacos não deveriam existir hoje. Essa argumentação já foi usada pelo pastor Silas Malafaia e ignora o fato de que a teoria da evolução NÃO alega que o homem evoluiu do macaco, mas que ambos evoluíram de um ancestral comum. Muitos cientistas acreditam que um pequeno grupo de criaturas se afastou do grupo principal e tornou-se isolado, o que os levou a formar uma nova espécie. Os fatores para esse acontecimento, porém, é o que realmente varia dentro do âmbito da evolução.

Não existe aumento de informação genética. Essa argumentação é muito usada pelos criacionista Nahor Neves e Sodré Gonçalves e é uma meia-verdade. Há, realmente, muitos pontos a serem esclarecidos sobre como a informação genética se renovara no processo evolutivo, porém, existem sim mecanismos que aumentam informação, e o principal deles é a recombinação genética. Acontece que o DNA é formado por diversas combinações de genes. Assim como é comprovado pela Teoria da computação, a alteração de apenas um gene pode sim fazer com que haja uma recombinação genética, daí os nucleotídeos gerados por novas combinações serão diferentes, e a informação poderá sair maior do que era anteriormente. Em outras palavras, recombinação genética pode gerar sim aumento de informação.

Todos os crânios fósseis da evolução humana ou são fraudes ou foram feitos de massa epóxi. Argumentação advinda de Marcos Eberlin, e posso responder isso com minha experiência pessoal: Conheço pesquisadores da área que estudam os fósseis encontrados, já vi diversas réplicas dos fósseis copiadas de moldes originais, li bastante coisa a respeito e posso dizer que, tirando a fraude do Homem de Piltdown, do dente do Homem de Nebraska e até de certo modo o Homo floresiensis, o resto não é fraudado nem feito de epóxi: os fósseis são tão reais quanto o fóssil de trilobita que tenho na estante.
Adauto Lourenço defende o
"Argumento da Termodinâmica"

A erosão tem o poder de destruir o registro fóssil até 3 vezes. Outra de Eberlin, que é uma meia verdade. A erosão consegue sim e estragou diversos pontos do registro fóssil, quase que noventa e nove por cento pra falar a verdade. O que nós encontramos são exceções a regra - e ainda assim a maioria ou é fragmentada ou deformou-se por erosão. Ou seja, conhecemos apenas um pedacinho da fauna e flora de milhões de anos atrás, mas o suficiente para aprendermos alguma coisa. Ou seja, esse argumento não pode ser usado em favor de uma Terra Jovem, que supõe que tanto a formação de fósseis como o registro do mesmo é abundante, e não é.

A 2ª lei da termodinâmica começou na Queda do Homem e invalida a teoria da evolução. Argumento principalmente usado por Adauto Lourenço e Silas Malafaia. A lei afirma que a entropia aumenta com o tempo. Entretanto, a entropia nem sempre é ruim. Digestão e fricção são formas de entropia. Se a Segunta Lei não estivesse em efeito na criação, Adão e Eva teriam resvalado ao caminhar sobre o Jardim do Éden. Respiração também é uma forma de entropia, até mesmo o desenvolvimento de um embrião em um adulto gera entropia, mostrando que a Segunda Lei da Termodinâmica não é sempre uma maldição... Da mesma forma, entropia não é a mesma coisa que, literalmente, desordem, e não tem nada a ver com evolução biológica.



Esses são apenas alguns poucos exemplos dos erros que os criacionistas cometem. Para uma exemplificação mais sólida acesse a nossa página sobre "mentiras por trás do criacionismo da terra jovem" ou esse artigo.


OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

Então, de maneira análoga ao texto de 2 Reis, criacionistas têm colhido muitas colocíntidas sem saber que são venenosas e distribuído para as pessoas ao seu redor. Eles não tem a intenção de "envenenar" ninguém. O servo da passagem bíblica apenas queria ver os filhos dos profetas felizes e de barriga cheia, saciados com um ensopado suculento. Os criacionistas querem ver as pessoas professando que Deus é o Criador, que a Verdade está em Sua Palavra e que Cristo Salva. Um queria saciamento físico para os seus colegas, os outros nos dias de hoje querem saciamento espiritual para seus irmãos em Cristo e pessoas ao redor.

Entretanto, como diz um velho ditado: "de boas intenções o inferno está cheio". Não interessa se a intenção é a mais pura possível, se você usa de meios prejudiciais para concretizar a intenção, as consequências podem ser devastadoras. Leonard Brand - que é criacionista - admite e demonstra em poucas palavras o que a "colocíntida criacionista" do nosso texto pode fazer:

"Ainda que bem-intencionadas, algumas pessoas usam essa abordagem com os jovens cristãos, muitos dos quais frequentam universidades públicas onde cientistas lhes apresentam um gigantesco conjunto de dados que destrói suas crenças criacionistas. Então, esses jovens descobrem que a evolução não é uma teoria estúpida, mas pode ser apoiada por uma esmagadora variedade de evidências. Nesse processo, muitos deles acabam perdendo a fé."

Agora, imagine uma pessoa que não é cristã ao comparar a argumentação criacionista com os dados contrários ao criacionismo... Dificilmente essa pessoa irá se converter a Cristo, justamente devido ao mal testemunho que acabam dando, pois mentira não deixa de ser pecado. Ou seja, o criacionismo, como têm sido pregado, tende mais a afastar as pessoas de Deus do que as atrair.

Isso, infelizmente, faz muito sentido, pois como está em Tiago 3:11 e 12, não podem jorrar dois tipos de água de uma mesma fonte, nem uma figueira pode produzir azeitonas. Proclamar as boas novas de Deus (a verdade) com argumentos errados (mentira, pecado) vai gerar consequências ruins. Um ensopado de colocíntidas pode parecer saboroso, mas quando provado pode ser mortal.

COLOCANDO FARINHA

Segundo o texto bíblico, o profeta Eliseu, ao ser avisado que "havia morte na panela", pediu para que colocassem farinha no caldo venenoso. Certamente, Deus lho impeliu a fazer isso. Então, quando colocaram a farinha na panela, seguindo a ordem do homem de Deus, um milagre aconteceu: o caldo, que antes era venenoso e mortal, tornou-se comestível! Não há propriedades físicas na farinha que eliminem o veneno das colocíntidas, sendo assim, o que aconteceu foi realmente um milagre da parte de Deus, por intermédio do profeta Eliseu. Um milagre acontece em momentos extremos e aquele era um momento onde apenas a intervenção divina seria a solução.



Colocando para os dias atuais o texto, e levando em conta a analogia da atitude do servo com a atitude da maior parte dos criacionistas, apenas a verdade de Deus é que pode ser o antídoto para resolver o problema do mal da panela, e da mesma forma, do mal que o criacionismo acaba por trazer. Isso porque, na verdade, o criacionismo não salva ninguém. Milhões de anos ou 6 mil anos não salva ninguém. Tipos básicos ou fósseis transicionais também não. Dilúvio de Noé ou Seleção Natural, muito menos. Quem salva é somente Jesus Cristo, e o resto deve ser apenas detalhes. Jesus é o mais importante. Da farinha é que vem o pão, e a Bíblia diz que Cristo é o pão da vida.

Muitos grupos criacionistas - principalmente os de Terra Jovem - tratam suas ideologias como uma religião, como se você só pudesse ser salvo se professar o criacionismo. O instituto Answer in Genesis e a Igreja Adventista do Sétimo Dia agem exatamente dessa maneira. E, como vimos, muitos posicionamentos criacionistas são "colocíntidas disfarçadas", e dependendo da situação, a pessoa que comer desse prato pode até perder a fé em Deus. Por isso, quando vamos pregar as boas novas da Palavra de Deus, não devemos nos ater a pregações criacionistas ou algo do tipo, mas sim a pregação do Evangelho. É isso que vai garantir a salvação de uma pessoa: o sacrifício de Jesus na cruz por nós. A mensagem genuina do evangelho de Cristo não tem "colocíntidas", é "farinha pura", e ela consegue trazer de volta a fé até mesmo aquele que se decepcionou ante os erros do criacionismo.

Isso não quer dizer que o estudo das Origens é irrelevante. Ele tem sua importância, mas não para pregar a mensagem bíblica, cujo centro é Jesus. Muitos têm tratado a Bíblia como um livro de ciência, mas ela jamais teve essa intenção. Entretanto, sempre que se estuda um tema como criacionismo e evolucionismo, é importante analisarmos o tema com a mente aberta. Procurar estudar bastante, analisando cuidadosamente os fatos e dados,ter uma vida de oração e meditação na Palavra de Deus é essencial para que não venhamos cair em mais e mais erros criacionistas. O foco do cristão deve ser a mensagem do Evangelho, sempre. Essa é a "farinha espiritual de Eliseu".

CONCLUSÃO

E então, será que você, caro leitor, também não têm agido como o servo que trouxe sem intenção a morte na panela? Será que, na intenção de pregar que Deus é o Criador, você têm oferecido colocíntidas para as pessoas sem perceber? E às vezes nem é no âmbito criacionista, pois ações erradas em prol da pregação do evangelho podem acontecer de monte, e sempre tendem a dar resultados desastrosos. Devemos tomar muito cuidado com a mensagem que trazemos de Deus e do testemunho que damos da mesma. Mentir em nome do criacionismo ou do evolucionismo, por exemplo, não é uma boa ideia...

William Lane Craig é um intelectual
da igreja Batista e Criacionista Progressivo
Muitos criacionistas agem dessa forma, ignorando argumentos em favor do processo evolutivo e de uma Terra bem mais antiga que meros 6 mil anos, e o motivo disso é quase sempre porque isso "parece" entrar em conflito com a Bíblia e, caso o criacionista aceite tais evidências, pode perder a sua fé. Daí, preferem lançar mão, sem saber, de "colocíntidas". Mas não devemos temer isso. A nossa fé não deve ser firmada em "pressupostos científicos", pois "a fé é o firme fundamento das coisas que não se veem, mas se esperam" (Hebreus 11:1). Você pode aceitar uma terra antiga e a teoria da evolução sem problemas; reafirmando sua fé em Deus, em Cristo e na Sua Palavra independente de quaisquer pressupostos, você tem a garantia da salvação. Até porque o criacionismo da terra jovem é uma ideologia dentre muitas. A exemplo de outras, temos a teoria da lacuna (Dep. Marco Feliciano), a teoria dia-era (Hugh Ross) o criacionismo progressivo (William Lane Craig, Fred Heeren e eu mesmo) e também o próprio evolucionismo teísta (Francis Collins e Alister McGrath). Todas essas pessoas, que defendem essas posições diferentes do criacionismo da Terra Jovem, se servirem a Deus de todo coração, terão a mesma porção no céu que qualquer criacionista de qualquer segmento religioso.

No final das contas, o que Deus quer é um coração quebrantado que o adore em Espírito e em verdade e que venhamos saciar-nos da Sua Palavra simples e pura, que é boa, perfeita e agradável. Pra Deus, pouco importa sua posição científica.

Que nós (nós porque também me incluo como receptor dessa mensagem) possamos orar e vigiar sempre, procurar buscar sempre conhecimento correto acerca das coisas com mente aberta, e procurar oferecer às pessoas não colocíntidas venenosas, mas sim o Pão da Vida de Cristo. A Ele toda a glória, toda honra, e todo louvor! Amém!

BIBLIOGRAFIA

Leonard Brand e Cindy Tutsch, “Presenting evolution and Creation: How? [Part 1]”, Ministry, fevereiro de 2005, p. 21, 30

Leonard Brand, Faith, Reason, and Earth History: A Paradigm of Earth and Biological Origins by Intelligent Design, 2ª edição

http://www.ufrgs.br/paleodigital/Registro_fossil.html

http://sombradoonipotente.blogspot.com.br/2013/02/eliseu-e-morte-na-panela.html

http://www.esbocosermao.com/2013/10/tirando-morte-da-panela.html

https://missaoposmoderna.wordpress.com/2013/03/17/criacionismo-ainda-viavel/

http://www.reasonablefaith.org/why-is-evolution-so-widely-believed

https://www.youtube.com/watch?v=1od8N3tEg0M

http://www.universocriacionista.com.br/

https://forgottenthoughtsinapensieve.wordpress.com/2014/10/16/marcos-eberlin-design-inteligente-vs-evolucao/

https://www.youtube.com/watch?v=H5pP-s_DTpk&t=1h9m44s

http://meteoropole.com.br/2013/02/malafaia-e-a-termodinamica-argumento-mais-velho-do-que-eu-parte-1/

http://www.dicionarioinformal.com.br/coloc%C3%ADntidas/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Teologicamente falando: a Teoria da Evolução invalida Deus?

De todas as perguntas e questionamentos na área que diz respeito ao criacionismo e ao evolucionismo, uma pergunta polêmica não quer calar: a Teoria da Evolução invalida Deus? Como responder diretamente esta questão, sem rodeios?

Um estudo, publicado no blog Teologia Lógica, do teólogo piauiense Francisco Tourinho, responde essa pergunta de maneira muito simples e direta. Claro, aqui diz respeito ao ponto de vista teológico. Para a análise da questão do ponto de vista bíblico, ou seja, com relação ao relato da Criação escrito por Moisés em Gênesis, confira este artigo.

Boa leitura!

Um dos erros frequentes, que como teólogo tenho visto no meio religioso, principalmente de alguns meios evangélicos, é que a Teoria da Evolução é incompatível com a crença religiosa em Deus, quanto mais o Deus cristão. Isso é um ledo engano. O que tenho visto, depois de uma leitura acurada sobre o assunto, é que a Teoria da Evolução pode ser um argumento mais poderoso ainda para a existência de Deus do que o argumento do Criacionismo Científico ou do Design Inteligente. Não é de admirar que apologetas como William Lane Craig* e o geneticista Francis Collins, sejam Evolucionistas Teístas, ou seja, acreditam que a evolução foi o mecanismo como Deus usou para criar as coisas, sei que muitos religiosos não concordam comigo, mas espero que leiam o texto antes de fazerem alguns comentários.

G. F. Wright, Ant. and orig. of hum. race, "A evolução não pode fornecer evidência que afaste da natureza o desígnio. Ela pode retrocedê-lo a um ponto mais remoto da entrada, aumentando a nossa admiração na força do Criador no cumprimento dos desígnios ulteriores por processos diferentes".

O problema é dos dois lados, de uma lado temos teólogos que estão fechados a novas verdades, como criacionistas da Terra Jovem, por exemplo, e do outro, filósofos meia-boca, como Richard Dawkins, que querem usar a evolução para validar o ateísmo, como se a evolução fosse uma forma de ateísmo e sob ela tudo pudesse ser explicado, como ele mesmo diz: "a toda-poderosa seleção natural".

A evolução é o método de Deus. Ela se refere ao como, não ao por que, dos fenômenos e, por isso, não inconsistente com o desígnio, porém é a sua nova é mais elevada ilustração. Como diria HENRY WARD BEECHER¹: "No atacado, o desígnio é maior que no varejo." FRANCES POWER COBBE²: "É singular o fato de que, sempre que achamos como se faz uma coisa, nossa primeira conclusão parece indicar que não foi Deus que fez". Por que iríamos dizer: Quanto maior é a lei menor Deus? O teísta faz referências aos fenômenos como uma causa que se conhece a si mesma e sabe-se que ela está fazendo; o ateísta faz referência a eles como uma força de que nada se conhece e não se sabe o que está fazendo.

Outro ponto que devemos levar em conta é que a premissa do desígnio se expressa em um "princípio operante de toda a ciência, a saber, que todas as coisas têm seu uso, que a ordem permeia o universo e que o métodos da natureza são racionais. Evidências disso aparecem na correlação dos elementos químicos uns com os outros; na adequação do mundo inanimado que é a base e suporte da vida; nas formas típicas e na unidade do plano que aparece na criação orgânica; na existência e cooperação das leis naturais; na ordem cósmica e compensações. Como diria KANT: "O anatomista deve admitir que nada no homem existe em vão."³

De qualquer forma, raciocine comigo. Imagine que pudéssemos criar um carro, contendo um processo de auto-reparo para compensar o desgaste, aumentando seu tamanho, soltando de si, com relativa frequência, pedaços de latão ou de ferro com capacidade de desenvolver-se passo a passo em outros carros capazes de correr e se reproduzir, por sua vez, em novos carros. Imagina como é um projeto maravilhoso, que diante uma ancestralidade comum, alguém colocar em um único DNA, toda a capacidade para gerar toda a diversidade de vida que temos hoje, isso é magnífico! É extremamente poderoso e inteligente! Como alguém não consegue perceber isso? É claro que estou partindo da premissa de que a evolução seja verdadeira, mas supondo que seja, o modo como Deus resolve fazer para criar as coisas é surpreendente.

CONCLUSÃO

O erro é avaliar o ponto de vista evolutivo somente sob uma ótica mecânica, pois embora a Teoria da Evolução se proponha a dizer como foram feitas as coisas, o que não quer dizer que conhecendo o processo não foi Deus que fez, ela também não responde o porquê das coisas. "A casa não requer nenhum arquiteto porque é construída por pedreiros e por carpinteiros? A lei natural sem Deus não é mais do que uma luva sem mão e tudo que se faz com a mão de Deus calçada na natureza, não é luva que faz, mas a mão. A evolução não é uma força; é um processo; não é um operador, mas um método de operação. Um livro não é escrito pelas leis de soletração e gramática, mas de acordo com tais leis".4

Referências:

1- STRONG, A.H.Teologia Sistemática. Ed. rev. e amp. São Paulo: Hagnos.2007. pag. 150
2- Ibid 1
3- Ibid 1 pág. 151
4- Ibid 1

*Nota do autor do blog: Willian Lane Craig é na verdade criacionista progressivo, entretanto, dependendo da forma que "evolucionismo teísta" é definido, o criacionismo progressivo também pode entrar nessa categoria, que aliás - e ironicamente - também é ocupada atualmente pelo Michael Behe, "pai" da "Teoria do Design Inteligente".


Retirado de: http://teologialogica.blogspot.com.br/2013/05/nega-deus-teoria-da-evolucao.html

terça-feira, 25 de junho de 2013

Conhecendo melhor o Criacionismo

Neste blog temos várias informações a respeito do tema que diz respeito á polêmica questão "criacionismo versus evolucionismo". Já tratamos também de assuntos ligados á maneira de pensar dos diferentes grupos, porém, até o momento apenas abordamos a discussão do "criacionismo da lacuna", "evolucionismo teísta", "evolucionismo ateísta" e, através da página "mentiras por trás do criacionismo", o "criacionismo da terra jovem". Porém, uma pergunta incessante carece de resposta: o que afinal de contas é o criacionismo - num contexto geral?? Quais vertentes existem?? Este blog está ligado a qual delas?? É exatamente este o objetivo deste artigo. Respondendo estas questões poderemos entender melhor como funciona a argumentação criacionista. Boa leitura!

O QUE É O CRIACIONISMO, AFINAL DE CONTAS?

Inicialmente, perguntemo-nos: o que é "criacionismo"? Uma religião? Uma vertente da ciência? Uma filosofia? A resposta correta, na verdade, é que o mesmo é uma filosofia.

O criacionismo é uma filosofia fundamentada na crença religiosa de que a humanidade, a vida na Terra e todo o universo veio a existir através da criação de um agente sobrenatural ou mais. Por esta definição, então, criacionismo não se limita a apenas ao cristianismo, pois na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos tentando explicar a origem de tudo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma figura como o originador da vida. Sendo assim, tanto cristãos quanto hindús quanto gregos podem ser chamados de criacionistas.

No entanto, o termo tem ambém um outro significado - e é justamente o significado utilizado no título da página "mentiras por trás do criacionismo" neste blog - que foge totalmente ao sentido literal do termo "criacionismo": a rejeição, principalmente por motivos religiosos, a certos processos biológicos, como a evolução das espécies e à outros dados científicos como a idade da Terra.

Você jamais irá encontrar o termo "criacionismo" ou "criacionistas" na Bíblia. Esse é um detalhe curioso pois em nenhum site criacionista vemos revelada a origem deste termo. O mais estranho ainda é a exata origem do termo... Desde que a teoria da evolução entrou para o campo das ciências, surgiram vários pontos de vista filosóficos/teológicos relacionados ás origens. O grupo de pessoas que se opunha, porém, a teoria da evolução e acreditava numa "criação especial" eram chamados, inicialmente, de defensores da criação. Porém, Darwin e seus amigos, ocasionalmente, chamavam os opositores da evolução de "criacionistas". Pois bem, e por incrível que pareça, essa é a origem do nome "criacionismo". Sim, "criacionista" é um apelido criado por Darwin!

E, como claramente se vê, o apelido "pegou". Hoje em dia pastores usam e abusam deste termo, sem saber que esta palavra foi criada pelo autor da teoria da evolução das espécies, sendo até mais utilizado do que o termo "anti-evolucionistas", que também por vezes é utilizado. É claro que o fato do nome "criacionismo" ter sido criado por Darwin e seus amigos não desmerece em nada os méritos que o criacionismo tem, isto é, quando possui esses méritos...

Alguns movimentos criacionistas ainda chegam a considerar sua filosofia como uma teoria científica. No entanto, não é correto considerar o criacionismo como uma teoria científica, não por preconceito mas sim devido ao real sentido de teoria científica, como pode ser visto aqui.


MUITOS CRIACIONISMOS


Quem pensa que "criacionista é tudo igual" está redondamente enganado... Os tipos de criacionismo são vários, se levando em conta o termo geral: temos o hindú, o chinês, o grego, etc... cada um deles remetendo a sua mitologia. Se explanássemos sobre cada um deles aqui, o artigo iria ficar assustadoramente extenso, e não é o que queremos...

Portanto, iremos discorrer aqui a respeito dos criacionismos que realmente interessa a temática do blog: o criacionismo adotado nas três maiores religiões monoteístas do mundo: Judaísmo, Islamismo e Cristianismo.

No Cristianismo, o Criacionismo diz que Deus (a divindade cristã) criou o mundo e tudo o que há nele, a partir do nada. Os criacionistas acreditam que a explicação do início do mundo dada no Gênesis, o primeiro volume do Velho Testamento, é a verdadeira explicação das origens de tudo o que vemos em nosso redor. Esta é, então, a base para todo o criacionismo cristão, ao passo que há, na verdade, muitos tipos diferentes de criacionistas dentro do Cristianismo. Vamos conhecê-los um a um a seguir.

TERRA ACHATADA E BEM NO CENTRO

O criacionismo da terra plana diz que a terra é plana, imóvel e o centro do universo, coberta por um céu sólido, em forma de abóbada, provavelmente referindo-se ao segundo dia da criação, quando "fez, pois, Deus o firmamento e separação de águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.(...) E chamou Deus ao firmamento Céus" (Gênesis, 1:7-1:8). As estrelas, o sol e a lua estariam embutidos nessa rígida abóbada. Eles não acreditam em nada no que diz respeito ás ciências, alegando que os cientistas estão juntos numa espécie de coplô para enganar as pessoas.

Por outro lado, também temos o criacionismo geocêntrico. Os geocentristas modernos acreditam que a Terra é esférica, mas rejeitam quase todo o restante que a astronomia moderna diz, vendo a Terra como sendo o centro do universo e imóvel. Segundo os geocentristas, o sol gira ao redor da Terra em períodos de 24 horas e todos os outros planetas giram ao redor do sol. Geocentristas mais objetivos apontam para a teoria da relatividade geral da física para apoiar sua crença na Bíblia, apontando essencialmente que todas as posições são o resultado da estrutura de referência e nenhuma estrutura de referência pode ser contestada. Geocentristas radicais só se referem à Bíblia e rejeitam toda a astronomia moderna, física e cosmologia. Assim como os criacionistas da Terra Plana, muitos geocentristas acreditam que o céu é uma abóbada sólida que cerca a Terra.

UMA TERRA MAIS NOVA

O Criacionismo da Terra jovem tem muitos seguidores nos Estados Unidos e provavelmente é a forma mais radical de Criacionismo apoiada por um grande grupo atualmente. No entanto, tem perdido um pouco a força nos últimos anos, principalmente no Brasil. Sendo os primeiros a apoiarem a definição do Criacionismo como uma teoria científica, os criacionistas da Terra jovem (chamados de CTJ ouYECs) aceitam praticamente toda a astronomia moderna (rejeitando apenas o Big Bang), mas rejeitam a biologia, a física, a paleontologia e a geologia moderna em favor de uma leitura literal da explicação de Gênesis sobre a criação.

Os criacionistas da Terra jovem acreditam que Deus criou o universo e toda a vida que há na Terra direta e milagrosamente, durante um período de seis dias de 24 horas. Eles calculam que a Terra tenha aproximadamente 6 mil a 10 mil anos, contrariando os 4,5 bilhões de anos calculados usando medidores de data radiométricos e outros métodos científicos; daí a designação "Terra jovem". Esse cálculo vem de informações do Gênesis, que incluem datas de nascimento de patriarcas bíblicos de Adão a Abraão, incluindo a idade deles quando seus filhos nasceram. Se adicionarmos essas idades e mais seis dias pelo período da criação (Deus criou Adão no sexto dia), o resultado é de aproximadamente 6 mil a 10 mil anos.

Esse grupo rejeita completamente a teoria da evolução. Eles também rejeitam grande parte da sabedoria científica nas áreas de geologia, genonomia e astronomia. Por exemplo: criacionistas da Terra jovem não acreditam que a camada geológica foi formada há bilhões de anos. Eles acreditam que quase todas as formações biológicas são o resultado de uma única enchente mundial que destruiu toda a vida na Terra, com exceção de Noé, sua família e os animais que ele salvou em sua arca. Os criacionistas da Terra jovem também acreditam que os dinossauros e os seres humanos habitaram a Terra ao mesmo tempo, alegando que a datação radiométrica está totalmente equivocada com relação aos fósseis.

A maioria dos criacionistas da Terra Jovem são protestantes, advindo de tradicionais, como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, batista tradicional e Assembléia de Deus tradicional. Na página "mentiras por trás do criacionismo", e especialmente neste link, é possível conhecer mais detalhes sobre o Criacionismo da Terra Jovem e os erros científicos que os mesmos acometem.

CONSIDERANDO UMA IDADE ANTIGA

criacionismo da Terra antiga, por fim, considera a ideia de uma Terra com muito mais do que meros 6 - 10 mil anos, aceitando a prova científica de que a mesma é bastante antiga. No entanto, esse segmento não descarta o livro de Gênesis enquanto relato literal e procura observar possíveis ligações entre o texto e as descobertas científicas. Em alguns casos esta procura acaba fazendo com que se veja algo na Bíblia que de fato não está lá. Além disso, só recentemente é que o Criacionismo da Terra Antiga está ganhando solidez em seus argumentos e vêm crescendo cada vez mais entre os protestantes em oposição ao Criacionismo da Terra Jovem, especialmente no Brasil. Deste segmento, podemos mencionar 3 tipos principais:

- Criacionismo da lacuna: O Criacionismo da lacuna sustenta que há uma enorme e não mencionada lacuna entre dois eventos da Bíblia, sendo que há várias hipóteses sobre onde estaria essa lacuna. Alguns teorizam que esta lacuna seria entre o sétimo dia da criação (o dia de descanso) entre o sétimo dia da criação (o dia do descanso) e quando Adão come o fruto proibido, causando a Queda do Homem, o que significaria que Adão e Eva teriam vivido no Jardim do Éden por milhões ou bilhões de anos antes da Queda. Mas a maioria dos criacionistas da lacuna defendem que a lacuna está entre a primeira e a segunda frase do Gênesis, o que significa que após Gênesis 1:1, que diz "No princípio, criou Deus os céus e a terra", milhões ou bilhões de anos se passaram. Durante esse período, algo catastrófico leva a Terra à decadência, e então acontece Gênesis 1:2 ("a terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas"). Nesse ponto, os seis dias da criação (ou, no caso, recriação) começam. Esta tese é defendida por muitos cristãos da mídia como por exemplo o deputado Marcos Feliciano. Apesar de aceitar uma idade antiga da Terra, esta tese entra em conflito com o que se sabe sobre a ordem dos eventos ao longo da coluna geológica, como pode ser visto aqui: As lacunas da "Teoria da lacuna"

- Criacionismo do dia-era: O Criacionismo do dia-era vê o problema do tempo a partir de um ângulo diferente. Essa explicação afirma que, uma vez que Deus não criou o sol e a lua até o quarto dia da criação, o conceito de dias de 24 horas não existia quando a criação começou e quando o "dia" no mundo foi usado pela primeira vez. Então, um "dia da criação" pode ser qualquer período. Os criacionistas do dia-era vêem cada "dia" da criação como um período de milhões ou bilhões de anos, considerando a idade cientificamente determinada da Terra dentro da moldura da Bíblia. E existe todo um embasamento teológico para isto. Os criacionistas do dia-era, no entanto, acreditam que Deus criou cada tipo de organismo a partir do nada, ou seja, não aceitam a teoria da evolução das espécies. As Testemunhas de Jeová são os mais conhecidos defensores deste tipo de criacionismo.

- Criacionismo progressista: Também chamado de "Criacionismo moderno". este é o que vem mais crescendo tanto no Brasil como nos Estados Unidos (em oposição ao Criacionismo da Terra Jovem), e é exatamente o "tipo de criacionismo" defendido pelo blog - e o que mais se encaixa tanto com as descobertas científicas, como também com a Bíblia e o Judaísmo. Basicamente possui a mesma concepção que os "Criacionistas do dia-era" com relação á interpretação de Gênesis, porém aceitam também alguns aspectos da teoria da evolução, no entanto, consideram que a chamada "macroevolução" só teria sido possível com intervenção divina, sendo Deus o autor do processo e a evolução o método usado por Deus para criar as formas de vida em particular. Este ponto de vista, comum no judaísmo, têm sido adotado por muitas igrejas evangélicas renovadas, como a Batista ou Presbiteriana, e é defendido por cientistas cristãos como a campineira Gladys Vieira Kober, analista da NASA, e o próprio criador do termo "Design Inteligente", o bioquímico Michael Behe.

Poderíamos incluir também, nesta lista, o evolucionismo teísta (defendido por algumas seitas judaicas, espíritas e pela Igreja Católica), porém, uma vez que não envolve uma leitura literal da Bíblia e como muitos evolucionistas teísticos ficam do lado do evolucionismo no debate criacionismo X evolucionismo, muitas pessoas o vêem separadamente do criacionismo. Justamente por isto, ele é discutido no artigo: "Evolucionismos deísta e teísta: certos ou errados?"


CRIACIONISMO NAS ESCOLAS: VIÁVEL?

Uma vez que existem diversos tipos de criacionismo, basicamente todas as pessoas possuem o direito de acreditarem tanto na origem da vida segundo a Bíblia quanto na origem da vida segundo a ciência. Isso é algo que vai de cada um, pois se trata de simples moldura de compreensão do que vemos no mundo. Mas o que acontece quando tenta-se forçar alguém a ser de um tipo exclusivo de criacionismo?

É o que os criacionistas da Terra Jovem tentaram fazer nos EUA... Eles procuram fazer com que os alunos aprendam criacionismo e evolucionismo lado a lado, como alternativas de mesmo nível, quando existe basicamente um problema: as teorias desenvolvidas pelos métodos científicos desprezam os argumentos "cientíicos" estabelecidos por esse movimento. Como assim?

Ocorre que, em termos científicos, "teoria" não é a mesma coisa que hipótese, mas sim uma área do conhecimento apoiada por um corpo vasto de evidências. E, sendo a teoria da evolução considerada uma teoria, é certo entre os cientistas que existem diversas evidencias para a teoria da evolução (e, por tabela, para a "Terra antiga"), evidencias estas que podem ser visualizadas nos artigos deste site e geralmente rebatidas muitas vezes de forma desonesta e antiética pelos criacionistas, no desespero de tentar provar que sua visão de Gênesis é a única correta e a que "garante a salvação" (pois alguns criacionistas chegam ao extremo de tratar tal filosofia como uma religião ou dogma, mas isso é algo que deixaremos para um próximo artigo). No final das contas, porém, o chamado "criacionismo científico" simplesmente carece de um corpo vasto de evidências a seu favor: ele tem como base de sustentação apenas as contrargumentações contra a teoria da evolução! Ademais, pela ciência, que lida com temas do mundo natural, é simplesmente impossível provar ou refutar a presença de Deus ou de ocorrências milagrosas usando métodos científicos. Os aspectos da evolução, porém, podem ser medidos científicamente, uma vez que a ciência trabalha não só com a observação mas também com o empirismo e, por isso, a mesma é falseável. Criacionismo, porém, não tem como ser falseado (aprenda mais detalhes sobre isto neste link)

A maioria dos cientistas, por isso, acredita que isso faz do Criacionismo uma teoria metafísica ou filosófica, e não científica. Daí, a explicação no início do texto de que o Criacionismo é considerado uma filosofia. E assim, entende-se porque Criacionismo não deve ser ensinado par a par com a teoria da evolução (não confundir "evolucionismo" com "evolução"), pois enquanto um é filosofia, o outro é teoria científica. Mas claro, nem por isto o Criacionismo deve ser rejeitado, aliás muito pelo contrário, pois o mesmo tem um valor significativo tão grande quanto a Soterologia (estudo da teologia que trata acerca da salvação), por exemplo.


DI - AGINDO POR TRÁS

Encerrando a temática, é importante também destacarmos uma tese que possui uma explicação peculiar e que tem sido usada como pretexto para colocar o ensino do Criacionismo da Terra Jovem nas escolas. É o apelidado "DI" ou "Design Inteligente".

O DI alega que a vida como a conhecemos não poderia ter se desenvolvido por meio de processos naturais aleatórios - que só a orientação de uma força inteligente poderia explicar a complexidade e a diversidade que presenciamos hoje. Diferente dos criacionismos, o DI não diz que Deus é essa inteligência. A inteligência no DI poderia ser Deus, mas também poderia ser uma raça extraterrestre ou outra força sobrenatural. Além disso, o DI não desenha seus argumentos diretamente a partir da Bíblia cristã. De qualquer forma, o movimento do design inteligente caminha em problemas quando precisa provar suas teorias cientificamente, pois possui muitos argumentos falhos ao tentar provar que tudo veio por intermédio de uma ação "sobrenatural" ou algo do tipo, como por exemplo o argumento da complexidade irredutível (refutado parte a parte neste link). Esses erros talvez não aconteceriam, se a intenção real do DI não fosse, na realidade, desbancar a teoria da evolução das espécies e se colocar como alternativa a esta.

Inicialmente, a proposta do ensino do DI parecia ser honesta. O criador desse termo, o bioquímico Michael Behe, apresentava essa tese como uma explicação-chave para certos aspectos da própria teoria da evolução, não negando-a, mas complementando-a. Essa é a exata proposta do Criacionismo Progressivo e bom seria se assim o DI fosse...Porém, com o passar do tempo, defensores do DI agiram usando essa tese como um método para introduzir o criacionismo nas escolas, especialmente quando ficou claro que o objetivo que o DI acabou adquirindo não era propriamente explicar os processos naturais, mas sim desbancar a teoria da evolução e difundir o criacionismo. Justamente por isso, em 2005 o juiz americano John Jones determinou que o distrito escolar não podia continuar com seu plano, porque ele violava a separação constitucional entre igreja e estado.

Mas como isto foi descoberto? Como é que o DI se revelou ser isto? O "culpado" por deixar explíscito isto foi o próprio instituto que criou o DI, o instituto Discovery (não confundir com a Discovery Communications...), que elaborou um manifesto chamado "documento de cunha", que descreve uma ampla agenda social, política e acadêmica cujo objetivo último é "derrotar o materialismo (científico)" representado pela evolução, "reverter a sufocante visão de mundo materialista e substituí-la por uma ciência consoante com as convicções cristãs e teístas" e "afirmar a realidade de Deus". Seu objetivo é "renovar" a cultura americana moldando a política pública para refletir os valores cristãos conservadores. Em outras palavras, provar que Deus é o Criador "na marra" e ao mesmo tempo de uma forma "sutil". Essa estratégia ficou conhecida como "estratégia de cunha", fazendo alusão ao tal manifesto.

Acerca disso, creio que seja importante falarmos acerca do Criador, porém, sem precisar distorcer a ciência para fazer ela dizer o que ela não diz. Da mesma forma, não podemos fazer a Bíblia dizer o que ela não diz, e temos que considerar que teologia e ciência são campos distintos, pois o próprio Deus está além do alcance da ciência... Como disse o jornalista científico Fred Heeren (Criacionista Progressista), a ciência não pode oferecer provas, mas pode dar direções e apontamentos acerca desse tema. E a questão da fé é uma questão individual na qual as pessoas vão ter que decidir para que lado vão.


BIBLIOGRAFIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo

http://pessoas.hsw.uol.com.br/criacionismo3.htm

http://pessoas.hsw.uol.com.br/criacionismo5.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo_da_Terra_Jovem

http://pessoas.hsw.uol.com.br/criacionismo4.htm

http://pessoas.hsw.uol.com.br/criacionismo1.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo_crist%C3%A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelicalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_da_cunha

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

52 referencias do Antigo Testamento sobre Jesus

Não há dúvidas, para o cristão, de que Jesus é de fato o Messias prometido no Antigo Testamento. Mas cabe a nós indagarmos: Como é que se tem certeza disto? Obviamente que a fé em Cristo é um fator importante, que acaba nos dando certeza de que Jesus é o Salvador da humanidade, mas existem muitas referências no Antigo Testamento que provam por tabela que sim, Jesus é o Messias. Como assim?

Existem diversas profecias no Antigo Testamento, começando curiosamente no "tempo da Criação", em Gênesis. E assim como mostramos as mais diversas e inegáveis "coincidências" entre o Livro de Gênesis e os reais fatos científicos em nosso blog, também existem diversas "coincidências" entre passagens do Antigo Testamento e o Novo Testamento - todas a respeito do Messias e de Jesus.

Abaixo, uma lista parcial de 52 profecias do antigo Testamento que se cumpriram em Jesus Cristo quando veio ao mundo.Não existiu nenhum homem que tenha cumprido rigorosamente todos estes requisitos que as profecias contam com detalhes sobre o Messias. Para quem não crê que Jesus é o Messias, como é o caso dos Judeus não-messiânicos, temos então uma enchurrada de "meras coincidências". Mas, usando o bom senso... seria tudo apenas coincidência?? Qual a probabilidade disto tudo ser coincidência??

Veja por você mesmo os paralelos e tire suas próprias conclusões:


1 - Semente de Eva

A mais antiga profecia a respeito disto se encontra em Gênesis 3:15, onde diz que o Messias deve ser a "semente da mulher" que "esmagaria a cabeça da serpente". Temos referências claras a respeito disso em João 3:18 e Gálatas 4:4.

2 - Semente de Abraão

Fica claro em Gênesis 12:3 que o Messias teria que ser descendente de Abrão. Basta uma olhada na genealogia de Jesus em Mateus 1 (versículo 1) para ver que sim, Jesus é da semente de Abraão. Mais referências: Atos 3:25 e Gálatas 3:16.

3 - Semente de Isaque

O Messias não deveria vir de Ismael ou de outro filho de Abraão, a não ser por Isaque, como vemos em Gênesis 17:19 e 21:12. Novamente vemos que Jesus veio por Isaque na genealogia de Mateus 1 (versículo 2) e também na de Lucas 3 (versículo 34). Há também outra referência disto em Hebreus 11:17-19.

4 - Semente de Jacó

O Messias teria que vir também de Jacó, ou seja, de Israel, como vemos em Gênesis 28:14. Em Números 24:17-19 o Messias é a "estrela de Jacó" que "terá domínio". Indo para o Novo Testamento, isto se cumpre, novamente, em Mateus 1:2 e Lucas 3:34, e é referenciado isto com clareza em Apocalipse 22:16

5 - Semente de Judá

Das 12 tribos de Israel, o Messias teria que vir da tribo de Judá e de nenhuma outra. Esta profecia é dada por Jacó em Gênesis 49:10. Não dá outra: Jesus realmente veio da tribo de Judá! Veja em Mateus 1:2-3, Lucas 3:33 e Hebreus 7:14.

6 -  Semente de Davi

Foi profetizado que o Messias viria de Davi e seria herdeiro do seu trono, e a primeira menção disto está em II Samuel 7:12. Salomão seria o Messias então? De jeito nenhum, já que esta profecia é repetida depois deste rei, por Isaías e Jeremias, respectivamente (Isaías 9:7, 11:1-5, e Jeremias 23:15). A profecia, de fato, só se cumpre com Jesus, em Mateus 1:6, Atos 13:23 e Romanos 1:4.

7 - Ser Eterno

De acordo com Malaquias 5:2, o Messias deve existir Eternamente. No Novo Testamento, esta característica se atribui a Cristo conforme João 1:1-14, João 8:58, Efésios 1:3-14, Colossenses 1:15-19, Apocalipse 1:18.

8 - Filho de Deus

No Antigo Testamento, o Messias é chamado de O Filho de Deus, conforme o Salmo 2:7 e Provérbios 30:4. Jesus é dito ser o filho de Deus em Mateus 3:17 e Lucas 1:32.

9 - Ser o "YHVH"

O Messias teria que ter o nome divino, Y-H-V-H (ADONAI), aplicado a si próprio, como se vê em Isaías 9:6-7 e Jeremias 23:5-6. Jesus tem o nome divino aplicado a si própio, realmente, conforme Romanos 10:9 e Filipenses 2:9-11.

10 - No tempo certo

Pelo que vemos em Daniel 9:24-26, o Messias não poderia vir a qualquer hora ou data, mas sim em um tempo específico, ou seja 69 X 7 anos (483 anos) após a reconstrução do muro em Jerusalém. Pois bem, é nesta exata época em que Jesus aparece, conforme Mateus 2:1,16 e 19, e Lucas 3:1-23!

11 - O local de nascimento

O Messias teria que nascer em Belém de Judá, de acordo com Miquéias 5:2. Por causa do censo feito pelo imperador romano da época, Octavius Augustus (César Augusto), Maria e José tiveram que ir para a cidade natal, ou seja, Belém - e lá justamente foi o lugar em que Jesus nasceu ( Mateus 2:1 e Lucas 2:4-7).

12 - Nascimento virginal

Uma coisa peculiar a respeito do Messias, por mais estranho - e impossível - que pareça, é que ele teria que nascer de uma virgem, conforme profetizou Isaías 7:14. Isto certamente seria um milagre... mas realmente foi assim mesmo que Jesus nasceu: de Maria, que era virgem (Mateus 1:18 até 2:1 e Lucas 1:26-35).

13 - Adoração

O Salmo 72:10-11 diz que o Messias deveria ser adorado por pessoas importantes. Isto ocorre com Jesus, realmente, em Mateus 2:1-11...

14 - "Voz que clama no deserto"

Segundo Isaías 40:3-5 e Malaquias 3:1, o Messias teria que ser precedido por um arauto, alguém que anunciasse a sua vinda, a "voz que clama pelo deserto". Em Mateus 3:1-3 e Lucas 1:17 e 3:2-6, vemos que Jesus teve realmente um arauto que se denominava justamente "uma voz que clamava no deserto": João Batista!

15 - Unção com o Espírito

O Messias teria que ser ungido com o Espírito de Deus, de acordo com Isaías 11:2 e 61-1, e Salmo 45:7. Jesus de fato foi ungido com o Espírito de Deus, como vemos claramente em Mateus 3:16, João 3:34 e Atos 10:38.

16 - Como Moisés

Em Deuteronômio 18:15-18, é dito que o Messias seria um profeta como Moisés foi. Jesus foi um profeta como Moisés? De acordo com Atps 3:20-22, sim!

17 - Um ministério sem igual

Isaiás profetizou em seu capítulo 61 (versiculos 1 e 2) que o Messias teria o ministério de animar os quebrantados, de proclamar liberdade aos cativos e de anunciar o ano aceitável do Senhor. Em Lucas 4:18 e 19, vemos que quem tinha este exato ministério era Jesus!

18 - Poder de curar

O Messias teria o ministério de cura também, pelo que também Isaías diz em seus capítulos 35 (versículo 5 e 6) e 42 (versículo 18). E não só em Mateus 11:5 mas também por TODOS os evangelhos pode-se constatar, obviamente, que Jesus tinha mesmo este poder de cura!

19 - Ministrando na Galiléia

Isaías disse no capítulo 8 versículo 23 que o Messias ministraria na Galiléia. Em Mateus 4:12-16, vemos Jesus ministrando justamente neste lugar!

20 - Gentil e compassivo.

Duas características que não poderiam deixar de ter no Messias: ser gentil e compassivo (Isaías 40:11; 42:3). E Jesus tinha realmente estes atributos, como vemos em Mateus 12:15-20 e Hebreus 4:15.

21 - Humilde e discreto

Mais outras duas características que teriam de ser notáveis no Messias: ser humilde e discreto (Isaías 42:2). Jesus também era assim (Mateus 12:15,16 e 19).

22 - Sem pecado

O Messias não poderia pecar, nem enganar, pelo texto de Isaías 53:9. Apenas uma pessoa que pisou nessa Terra não pecou em momento algum: Jesus (1Pedro 2:22)!

23 -  Suportando a culpa

O Messias também teria que suportar a culpa de outras pessoas. Isto é declarado em Isaías 53:12 e no Salmo 69:10. Romanos 15:3 nos diz que Jesus realmente suportou a culpa de outras pessoas sobre si.

24 - Sacerdócio

No salmo 110 verso 4 é declarado que o Messias seria um sacerdote. Jesus foi considerado um sacerdote? Veja em Hebreus 5:5,6; 3:20 e 7:15-17.

25 - Em Jerusalém, num jumento

Mateus 21:1-11 e Marcos 11:1-11 é dito que Jesus entrou publicamente em Jerusalém montado em um jumento. Isso já estava sendo anunciado muito antes de acontecer, em Zacarias 9:9!

26 - Autoridade no templo

Se Jesus foi o Messias, ele deve ter entrado no templo e demonstrado autoridade, como é profetizado em Ageu 2:7-9 e Malaquias 3:1. Realmente, ele entrou no templo e demonstrou autoridade, como se vê em Mateus 21:12-24:1; Lucas 2:27-38,45-50 e João 2:13-22.

27 - Odiado sem motivo

O Messias seria odiado sem motivo, como é declarado em Isaías 49:7 e no Salmo 69:4. Isto aconteceu evidentemente com Jesus de acordo com João 15:24,25.

28 - Rejeição pelo povo

O próprio povo do Messias o rejeitaria e não o desejaria. É isto o que vemos escrito em Isaás 49:7 e Salmo 69:4. E realmente Jesus foi indesejado e rejeitado pelo próprio povo, como vemos em Marcos 6:3; Lucas 9:58 e João 1:11; 7:3-5.

29 - Rejeição pela liderança judaica

Aliás, não só pelo povo ele seria rejeitado, mas também pelas autoridades judaicas da época em questão, como é visto no Salmo 118 verso 22. Jesus foi rejeitado pela liderança judaica de seu tempo, como é declarado em Mateus 21:42 e João 7:48.

30 - Vítima de coplô

Jesus foi vítima de um coplô perpetrado conjuntamente por judeus e gentios, como é dito em Atos 4:27. No Salmo 2:1,2 isto já estava sendo anunciado a respeito do Messias.

31 - Traição

O Messias seria traído por um amigo, como é dito no Salmo 41:9 e 55:12-14. E Jesus foi traído por amigo, a saber, Judas Iscariotes (Mateus 26:21-25; 47:50; João 13:18-21; Atos 1:16-18).

32 - Vendido por moedas

O Messias seria vendido, segundo o profeta Zacarias. E ainda é dado um valor: 30 moedas de prata (Zacarias 11:12). Jesus foi vendido por Judas ás autoridades judaicas por este exato valor (Mateus 26:15).

33 - Vendido pelo valor de um campo

Zacarias ainda deixa claro em seu capítulo 11 e versículo 13 que este valor pelo qual o Messias seria vendido seria um preço equivalente ao campo de um oleiro. Pois bem, sobre o valor pelo qual Judas traiu Jesus é exatamente este conforme Mateus 27:7.

34 - Abandonado pelos discípulos

Mais ainda, o Messias também seria abandonado pelos discípulos (Zacarias 13:7). Em Mateus 26:31,56, os discípulos realmente abandonam a Jesus.

35 - Face espancada

Os detalhes do sofrimento do Messias também foram sofridos por Jesus... Malaquias 5:1 diz que o Messias teria sua face espancada. Mateus 27:30 nos diz que a face de Jesus foi mesmo espancada.

36 - Receber cusparadas

Continuando acerca dos sofrimentos do Messias, ele também receberia cusparadas (Isaías 50:6). Jesus realmente recebeu cusparadas dos romanos em Mateus 26:67; 27:30.

37 - Zombado

Segundo Salmo 22:7,8, zombariam também do Messias. E Jesus foi zombado em Mateus 26:67,68; 27:31,39-4.

38 - Espancado

O Messias seria espancado, pelo que diz Isaías 50:6. E Jesus foi espancado, como é dito em Mateus 26:67; 27:26,30.

39 - A crucificação

Sabemos que Jesus teve como pena de morte a crucificação, tendo seus pés e mãos transpassados por cravos (Mateus 27:35; Lucas 24:39; João 19:18,34-37; 20:35; Apocalipse 1:7). Isso também já estava sendo profetizado no Antigo Testamento: Salmo 22:16 e Zacarias 12:10.

40 - Sede

O Messias, durante sua execução, sentiria sede. É o que é proclamado no Salmo 22 verso 15. Em João 19:28 é relatado que Jesus realmente sentiu sede durante sua execução.

41 - Tomar vinagre

Ao invés de água, dariam vinagre para o Messias beber quando estivesse com sede no momento da sua execução, como é dito no Salmo 69 verso 21. Em Mateus 27:34, no momento que Jesus teve sede quando estava sendo executado, deram exatamente vinagre para que ele "saciasse" a sua sede.

42 - Sem ossos quebrados

De acordo com Êxodo 12:46 e Salmo 34:20, o Messias seria executado sem ter nenhum osso quebrado. De fato, quando Jesus foi executado nenhum osso seu foi quebrado, como se vê em Mateus 27:34.

43 - Considerado transgressor

Mesmo injustamente, o Messias seria considerado um transgressor (Isaías 53:12). Em Mateus 27:38, Jesus é considerado um transgressor.

44 - Cortado, mas não por si

Em Daniel 9:24-26, é dito que o Messias seria "cortado, mas não por si mesmo!". O cumprimento desta profecia podemos encontrar em Romanos 5:16 e I Pedro 3:18.

45 - Morte pelos pecados

Isaías disse que o Messias Prometido seria a pessoa cuja morte realizaria a expiação dos pecados da humanidade (Isaías 53:12). Jesus é a pessoa cuja morte realizou esta expiação, morrendo pelos nossos pecados, como é dito em diversas passagens do Novo Testamento (Marcos10:45; João1:29;3:16; Atos 8:30-35)

46 - Sepultamento

O Messias seria sepultado juntamente com os ricos após a morte, como diz Isaías 53:9. Mateus 27:57-60 declara que, de fato, Jesus foi sepultado junto com os ricos.

47 - Levantar-se dentre os mortos


O Messias triunfaria sobre a morte e se levantaria dos mortos, de acordo com Isaías 53:9,10 e Salmo 2:7 e 16:10. E de acordo com muitas passagens do Novo Testamento, realmente Jesus se levantou dentre os mortos e venceu a morte (Mateus 28:1-20; Atos 2:23-36; 13:33-37; ICoríntios 15:4-8)

48 - Ascender à mão direita de Deus

Muitas passagens do Livro de Salmos dizem que o Messias ascenderia á mão direita de Deus (Salmo 16:11; 68:18; 110:1). E muitas passagens do Novo Testamento dizem o mesmo sobre Jesus (Lucas 24:51; Atos 1:9-11; 7:55; Hebreus 1:3).

49 - Ofício Sacerdotal

De acordo com Zacarias 6:13, o Messias exerceria seu ofício sacerdotal no céu. Em Romanos 8:34 e Hebreus 7:25-8:2, é dito o mesmo acerca de Jesus.

50 - Pedra Messiânica

De acordo com Isaias 28:16 e Salmo 118:22,23, o Messias seria a pedra principal da comunidade messiânica de Deus.. Em Mateus 21:42; Efésios 2:20 e I Pedro 2:5-7 é dito o mesmo acerca de Jesus.

51 - "Todo olho o verá"

Todos veriam, posteriormente, o Messias. Tanto gentios quanto Judeus. É o que é dito em Isaías 11:10 e 42:1. Em Atos 10:45, é dito que tantos judeus quanto gentios veriam a Jesus posteriormente.

52 - Aceitação pelos gentios

O Messias não seria aceito só pelos judeus, mas também pelos gentios, como é dito em Isaías 11:10; 42:1-4 e 49:1-12. Mateus 12:21 e Romanos 15:10 mostra que Jesus foi aceito pelos gentios. No mundo todo hoje, aliás, existem cristãos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um "big BANG!" no princípio...

Como tudo teria começado? Não digo apenas a vida, a Terra... Mas "tudo" mesmo. Será que o universo é eterno e infinito mesmo? Teria tido ele um início?

Nas escolas, mais especificamente nas aulas de ciência, comenta-se que tudo veio a existir pelo Big Bang. Nas igrejas e em escolas bíblicas, o Big Bang é uma heresia que compõe a Teoria da Evolução e que a realidade é que Deus criou tudo do nada. A pergunta, então, é: Quem está certo?

Neste artigo, nós vamos entender realmente toda a história que existe por trás da "teoria do Big bang" e qual é a posição da Bíblia a respeito desta tese. Também iremos - inveitavelmente - nos deparar com as posições criacionistas que existem sobre o Big Bang (portanto, não estranhe se novamente ver aqui citações a respeito do Criacionismo da Terra Jovem) e, desta maneira, saberemos de fato qual foi a verdadeira origem de nosso universo...

NADA A VER

Inicialmente, já queremos destacar um erro muito comum que se comete no meio dos cristãos quando o assunto é "Big Bang" e "Origem do Universo". Originalmente, costuma-se dizer que o "Big Bang" compõe a teoria da evolução, quer dizer, que se trataria de um dos tópicos da teoria da evolução, ou até como é citado algumas vezes, "Teoria do Big Bang" e "Teoria da Evolução"seriam sinônimos...

Mas a realidade (ocultada ás vezes pelos criacionistas) é que ao contrário da citação acima, a teoria do Big Bang definitivamente não tem nada a ver com a Teoria da Evolução!! Sim, parece estranho e contraditório, mas esta é a realidade. Isso porque a Teoria da Evolução é uma área da biologia que procura explicar como é que aconteceu a evolução das espécies de seres vivos, enquanto que a teoria do Big Bang é simplesmente o modelo cosmológico atual, que explica a origem e transformações pelos quais o universo passou ao longo de bilhões de anos (salientando, novamente, que a idade da terra e idade do universo também não tem nada a ver com a Teoria da Evolução).

Esse, também, não é o único erro que acontece, e nós veremos o que é exatamente a seguir.

EXPLOSÃO OU EXPANSÃO?


Mas o que é, afinal de contas, o Big Bang?

Para os ingleses, é o relógio da catedral de Notre Dame... Brincadeiras á parte, o Big Bang é definido pela maior parte dos evangélicos (sendo a maior parte destes Criacionistas da Terra Jovem) como uma teoria antibíblica, que diz que uma explosão que aconteceu há bilhões de anos gerou tudo o que nós vemos aqui neste universo. Explicação simples, porém falha...

Isso porque, simplesmente, o Big Bang não foi uma explosão!

A idéia de uma explosão surgiu na verdade de uma sátira que um crítico desta tese, o cientista Fred Hoyle, citou em um programa de rádio da BBC, chamado "The Nature of Things" enquanto criticava esta tese. O apelido satírico faz alusão a um grande (Big em inglês) "Bang!", sendo este "bang" o som da suposta explosão, uma onomatopéia. Traduzindo ao pé da letra, o nome da tese em português seria "A Teoria do Grande 'BANG!'". Ficaria estranho uma teoria com este nome, não? Mas é isto o que o nome Big Bang significa.

Mas aí é que está: esse é o significado do nome apenas. O conceito real do Big Bang é na verdade o de uma expansão. Expansão? Sim. Na realidade, a Teoria do Big Bang diz que no princípio de tudo todo o universo, tempo e espaço estava restrito a uma singularidade (singularidade, pra quem não sabe, é algo que é desconhecido pela ciência). Não havia absolutamente nada além dessa singularidade  (fisicamente falando). Alguma coisa (ou até "alguém") fez com que essa singularidade (que estava em grau zero de entropia), há cerca de 20 bilhões de anos sofresse uma grande liberação de energia, gerando o espaço-tempo, e aí o universo começou a se expandir. Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.

Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.

Para entendermos mais ou menos como ocorre esta expansão, de forma didática, imagine uma bexiga murcha, sendo esta marcada por vários pontos. Pelo fato da bexiga ainda não estar cheia, os pontos parecem muitos juntos entre si. Mas quando começamos a encher essa bexiga, vamos notar que conforme ela se expande, os pontos da bexiga ficam cada vez mais distantes entre si. Essa é a real idéia do Big Bang. Tirando o fato de que ele cresceu com o tempo, o Big Bang não tem praticamente nada a ver com uma explosão...

Com isso, um argumento utilizado pelo criacionismo da Terra Jovem também "cai por terra" (mais um dos centenas de argumentos que são "desmascarados" no blog). Qual seria esse argumento? O de que uma explosão não causa ordem e aumento de complexidade; apenas desordem; logo o Big Bang por ser uma explosão não poderia ter gerado um sistema tão complexo e ordenado como o nosso universo. Mas veja: o Big Bang foi uma expansão, e não explosão... Sendo assim, tal argumento não possui fundamento, já que para ser válido, o Big Bang teria de ser uma explosao, o que não foi de fato.

 Mas mesmo se fosse uma explosão, o argumento também estaria errado. Por quê? Porque existem algumas explosões que produzem aumento de ordem e complexidade. Explosões poderosas o suficiente podem converter carbono em diamante, que é uma forma mais ordenada (ou vai me dizer que um diamante não é complexo e ordenado...). A "morte" violenta de estrelas supermassivas geram os chamados "pulsares", sendo que estas "explosões" emitem ondas tão uniformes e ordenadas que inicialmente pensava se tratar de uma mensagem de extraterrestres!! E ainda tem as explosões nucleares em supernovas, que produzem elementos pesados, mais complexos que elementos leves como o hidrogênio e hélio - além de serem o berço de novas estrelas e sistemas planetários.

EXISTEM EVIDÊNCIAS?

Mas não adianta falarmos a respeito da veracidade (ou não) da teoria do Big Bang sem discutirmos as evidencias em favor dela... Em primeiro lugar, a teoria do Big Bang é uma teoria científica, ou seja, um campo do conhecimento humano com um corpo vasto de evidências, o que é diferente de uma teoria popular, que possui um sentido similar á hipótese em ciência. Os cientistas sempre se referem ao Big Bang como teoria e não como hipótese... Por quê? Porque existe um vasto corpo de evidências ao seu favor.

Muitos cientistas famosos contribuíram para que a teoria do Big Bang fosse o que é hoje; não se trata, então, de um embuste realizado por ateus para rejeitar a Bíblia... E Albert Einstein foi um deles! E quem disser que o universo é estático, vai ter que refutar Einstein primeiro (ninguém até agora conseguiu fazer isso, mas enfim...). A Teoria Geral da Relatividade, formulada pelo mesmo, implica que o universo não pode ser estático, ou seja, ele precisa estar ou expandindo ou encolhendo. A Lei de Hubble consegue mostrar isso na prática, pois segundo ela, quanto mais distante a galáxia está, mais rápido ela está se afastando. Ora, se o universo está se expandindo, então no passado ele já foi muito pequeno e compacto, certo? Como o Big Bang prevê exatamente isso, vemos que a Teoria da Relatividade e a Lei de Hubble concorda em gênero, número e grau com a teoria do Big Bang.

A expansão do universo ainda é composta de mais provas ainda. O chamado Redshift também prova isso. Conhecido também como "desvio para o vermelho", trata-se de uma espécie de "efeito doppler" para a luz, sendo que quando um objeto estelar está se afastando, sua luz tende para o vermelho mas, quando está se aproximando, ele tende para o azul. E isso vemos na prática: quanto mais distantes estão os corpos celestes, maior é o desvio para o vermelho, não importando a direção em que se olha. Essa técnica de observação também tem sido amplamente usada para estudos a respeito da idade do universo - muito superior a meros 6-10 mil anos - mas esse é um assunto que deixaremos para depois.

Por fim, a Teoria do Big Bang consegue explicar muito bem muitos aspectos do nosso universo, sendo esses aspectos inexplicáveis, ou ao menos difíceis de se explicar, para quem se opõe a essa teoria. Confira:

- O Big Bang prevê que a radiação cósmica de fundo deveria aparecer de forma igual em todas as direções, com um espectro de corpo negro e temperatura de cerca de 3 Kelvin. Nós observamos esse exato espectro de corpo negro com uma temperatura de 2,73 Kelvin, em qualquer direção que se olhe. A radiação cósmica de fundo é igual em até uma parte em 100.000. Há uma leve diferença devido à diferença de distribuição de massa no universo. Tal diferença foi também predita pelo Big Bang, e observada na prática;

- O Big Bang prevê e explica a abundância dos elementos primordiais hidrogênio, deutério, hélio e lítio. Nenhuma outra teoria foi capaz de fazer isso;

- O Big Bang prevê que o universo muda com o tempo. Como a velocidade da luz é constante, olhar para grandes distâncias significa olhar para o passado. Vemos, entre outras coisas, que quasares eram mais comuns e estrelas eram mais azuis quando o universo era novo;

- A matéria escura não foi “inventada para ajustar a teoria”. Sua existência foi prevista pelo big bang e, apesar de não poder ser vista, ela já foi comprovada pelos efeitos gravitacionais que ela causa nos corpos celestes e na luz. Por exemplo, grandes massas de matéria escura distorcem a luz que passa por elas. Por causa disso, objetos que estão por trás dela são mais nítidos que os que não estão. A matéria escura serve como verdadeiras lentes de aumento naturais para o universo. Apesar de ainda não sabermos ao certo o que é a matéria escura, hoje em dia não há mais dúvidas quanto à sua existência.


Por isso, sabemos que o evento da expansão do universo - ou Big Bang - é sustentado por um corpo vasto de evidências, ao contrário do que o Criacionismo da Terra Jovem quer fazer aparecer.

Mas... como essa expansão aconteceu? Existe uma teoria que é comprovada por uma série de evidências da astronomia e física, proposta por Allan Guth em 1997, chamada "teoria do universo inflacionário", e ela é importante para entendermos como é que o Big Bang aconteceu. Segundo Guth, o tamanho do universo aumentou exponencialmente quando ele tinha apenas uma fração de segundos de existência. Essa tese, que é uma adição à teoria do Big Bang (e não uma substituição), explica muito bem por que o Big Bang não criou um grande número de monopolos e explica também a diferença de distribuição de matéria e da radiação de fundo (que o Criacionismo da Terra Jovem ainda não conseguiu explicar de forma convincente).

CONTRA OU A FAVOR DE DEUS?

Mas, agora que sabemos que o Big Bang não é uma "balela" e que possui fundamento científico de sobra, um cristão pode argumentar: "sendo assim, temos um sério confronto entre o que a ciência diz e o que a Bíblia diz". Quer dizer, se o Big Bang é comprovado científicamente isso traz problemas para a crença em Deus, certo? Errado!! Na verdade, se alguns cristãos parassem para analisar melhor a Bíblia e o Big Bang e ainda ver qual a real implicação em "aceitar" a teoria do Big Bang, iriam se surpreender ao ver que ocorre exatamente o contrário: a teoria do Big Bang é que é um problema para quem não acredita em Deus!

Sim, dizer isso parece estranho, mas na verdade só parece e mostraremos o porquê.

Ocorre que, antes da teoria do Big Bang, pensava-se que o universo sempre havia existido, e que a matéria e energia também sempre existiram. Os cientistas atestavam isso como um fato, e para eles não havia como questionar isso. Ora, dizer que o universo sempre existiu é simplesmente ir na contramão do que afirma a Bíblia, que diz que tudo teve um princípio em Deus. Quando a Teoria do Big Bang foi formulada, dizendo claramente que o universo não é eterno e teve um início, muitos cientistas rejeitaram e lutaram contra essa nova teoria. Mas sabe o que é interessante nisto? A maior parte desses cientistas que se opuseram a Teoria do Big Bang não eram os criacionistas, mas sim aqueles que defendiam um universo eterno e infinito!

 Em outras palavras, o Big Bang se tornou uma "pedra no sapato" para os ateus e agnósticos, pois estava dizendo que o universo teve um princípio, exatamente como a Bíblia diz. O jornalista Fred Heeren, criacionista-progressista, afirmou no seu livro "Mostre-me Deus" que "existem muitos criacionistas que não aceitam o Big Bang, porém, quem crê no Big Bang tem que ser criacionista".

Para "fugir" dessa situação, os cientistas propuseram (e propoem até hoje) várias teorias que procuram explicar o que havia antes do Big Bang e o que fez esta expansão acontecer. Por causa destas inúmeras teorias, deu-se a impressão que "Evolucionismo" e "Big Bang" era tudo farinha do mesmo saco, afinal, o Big Bang estava aceito na comunidade científica como "explicação para a origem do universo", sendo que na realidade não é bem assim.

O Big Bang mostra que o universo teve um começo e que foi por meio de uma expansão do tempo e espaço, tal como a Teoria da Relatividade de Einstein sugeria. Não existe, porém, um consendo a respeito do quê teria causado o Big Bang. Mas admitir que essa expansão (que foi milimetricamente ordenada) foi algo feito direto por Deus, é a última coisa que cientistas ateus/agnósticos iriam admitir... Pois se isto é verdade, então Deus é o Autor do Universo, como a Bíblia afirma.

Em suma, o Big Bang se encaixa com a Bíblia, quando diz que o universo teve um princípio. Afinal, vamos ser racionais: se o Big Bang foi o princípio de tudo, que existia antes do Big Bang? Quem ou o quê foi o gatilho para o Big Bang "rolar"? Eis aí uma pergunta ainda sem resposta, pelo menos para aqueles que não consideram a possibilidade de Deus ter sido o autor do Big Bang.

O muçulmano Harun Hayala, embora seja um opositor da teoria da evolução, no seu livro "As Maravilhas da Criação de Allah" conseguiu resumir muito bem e de forma de fácil entendimento, exatamente, o porquê da Teoria do Big Bang ser mais a favor de um Criador do que o de um universo sem nada. Confira:

"Aqui você precisa pensar numa coisa muito importante. Vamos imaginar que você ponha
peças de um quebra-cabeça, ao acaso, dentro de um balão. Depois você enche o balão com ar e de
repente você o estoura. Isto quer dizer que o balão “big bangueou” ... O que acontece com as peças do quebra-cabeça que você colocou dentro do balão? Estas peças podem cair no meio da sua sala formando uma vila bonita, um aeroporto, alguma coisa que você nem saiba manejar? Ou as peças se espalhariam a esmo por toda a sala? Com certeza elas se espalhariam a esmo por toda a sala. Você precisaria juntar as peças para então formar um aeroporto ou uma casa.
Deus é o autor do “Big Bang”, o organizador das partículas que se espalharam no espaço depois do “Big Bang”. Juntando tudo isto, ele é também o criador do Sol, da Terra, dos planetas e estrelas. Quando Deus quis fazer alguma coisa, Ele deu a ordem “faça-se” e assim se fez. Deus é superior e onipotente. Seu poder é suficiente para qualquer coisa. Quando ele quer alguma coisa, Ele pode criá-la imediatamente."

Justamente por isso, questões como "Ou Deus ou o Big Bang" não fazem sentido, pois o Big Bang não substitui Deus, mas sim testifica a favor d'Ele.

CONCLUSÃO

De fato, assim como acontece com a teoria da evolução, muitas idéias estão equivocadas sobre o Big Bang no meio cristão atualmente.

Se os cristãos conhecessem melhor essa teoria, e o que ela realmente diz, veriam que não se trata de algo sem fundamento; muito pelo contrário: o Big Bang concorda em gênero, número e grau com a Bíblia quando diz que o universo teve um princípio, e que pela fé "os mundos foram criados, de forma que o que se vê não foi feito do que é aparente." (Hebreus 11:3)

Há algo a se pensar...


BIBLIOGRAFIA:

http://www.brasilescola.com/geografia/big-bang.htm


http://ceticismo.net/comportamento/tipicos-erros-criacionistas/parte-14-%E2%80%93-cosmologia/

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081006042804AAJaVfM

http://www.portalcafebrasil.com.br/4-livre/77-tecnologia-e-ciencia/9167-criacionismo-x-evolucionismo-a-absurda-pregacao-do-pr-silas-malafaia

https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:nHfhzEJ7I5gJ:islam.com.br/biblioteca/islam/as_maravilhas_da_criacao_de_Allah.pdf+&hl=pt-PT&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShRs82CRkD7qWEhsyidTMoO80GotEahavdL-RgCU7fblXAKfQndxgPUwM6azEdxkM2jOjVeFMXMM_8U9ZawreN2UB9HyDRCSPpLxJflqEe-jpXd7mvd6GXpxnr1xTg_1dsCOTVq&sig=AHIEtbSRKybcW3INoD5BxIeEtb3jSbww2Q

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Evolucionismos Teísta e Deísta - certos ou errados?

Conciliar a teoria da evolução com a idéia de um Criador parece, por vezes, uma tarefa impossível ou no mínimo arriscada. Claro, muitos cristãos tentam fazer essa conciliação. Por outro lado, os opositores da evolução tentam de todas as maneiras alertar a respeito da ameaça que tal conciliação pode trazer a fé cristã.

Por isso, nesse artigo traremos um estudo a respeito de duas teses que tentam unir Deus e a teoria da evolução. São elas o Evolucionismo Deísta e o Evolucionismo Teísta. Qual a diferença entre elas? Qual está certa, se é que alguma está certa? Onde a Bíblia entra nessa história toda? Essas e outras perguntas serão tratadas com linguagem fácil mas cuidadosa nesse artigo, e dessa maneira aproveitaremos o gancho para falar um pouco da visão que nosso blog possui a respeito desse tema.

Mas, antes de entrarmos a fundo nesse tema, é necessário deixar claro um fato que muitos ainda fazem confusão hoje: teoria da evolução é diferente de evolucionismo... Evolucionismo é a cosmogonia que pressupõe a evolução do universo e a vida por fatores extremamente naturais, enquanto que a teoria da evolução é um campo da biologia que estuda as transformações nas espécies e como por meio do processo evolutivo elas vieram a adquirir as formas que vemos hoje. Entender esses conceitos é muito importante para compreendermos o que quer dizer de verdade o Evolucionismo teísta e deísta.

SER DEÍSTA E SER TEÍSTA É DIFERENTE

Geralmente, Evolucionismo Deísta e Teísta é enquadrado por muitos cristãos como se fosse a mesma coisa, sendo ambos generalizados como "Evolucionismo Teísta". Mas essa generalização que é feita não está bem correta, pois o Evolucionismo Teísta traz uma visão bem diferente da do Evolucionsmo Deísta. Antes de analisarmos ambas as idéias, apresentaremos os reais conceitos dos quatro tipos de evolucionismo, incluindo os nossos objetos de estudo:

Evolucionismo "clássico" ou ateísta - O universo e a vida se desenvolveram naturalmente, sem interferência divina nenhuma. O ser humano é fruto de um processo evolutivo aleatório. Para este também podemos usar o nome de "materialismo" e "naturalismo".

Evolucionismo Deísta: Deus foi a causa inicial da origem do universo e a vida. A evolução das espécies, porém, ocorreu naturalmente ao longo dos milhões de anos. O ser humano é fruto de um processo evolutivo aleatório, embora teria recebido o sopro divino ao final de sua evolução.

Evolucionismo Teísta: O real conceito é de um desenvolvimento da vida e do universo guiado e direcionado por um Projetista divino (Deus). O ser humano é fruto de um processo evolutivo ordenado e regido por Deus, tendo, na sua conclusão, recebido o sopro divino.

Observe que o verdadeiro conceito do Evolucionismo teísta se aproxima do chamado "Design inteligente" e da "Tese da Criação Especial", uma vez que coloca Deus como autor pessoal de todas as criaturas existentes no planeta, diferindo apenas de como estas criaturas foram feitas por Deus; enquanto que o Evolucionismo Deísta, que é ligeralmente mais disseminado hoje entre alguns cristãos, coloca Deus apenas como a "causa primária".

Nós  já sabemos que o Evolucionismo Ateísta não está em conformidade com o que a Bíblia nos transmite, e isso é mais do que óbvio... Porém, o que podemos dizer a respeito desses "evolucionismos" restantes? Eles estão corretos? É o que veremos agora.

GÊNESIS = FICÇÃO?

Primeiro, então, iremos analisar o Evolucionismo Deísta. Como já afirmamos, essa tese visa colocar a pessoa do Deus da Bíblia no início de tudo, deixando, entretanto, um processo evolutivo aleatório terminar o trabalho, incluindo a natureza do homem. Essa idéia concilia-se muito bem com o evolucionismo ou materialismo, que alega que a vida teria se desenvolvido naturalmente. Consequentemente, aceita os estudos da biologia e geologia atual, não se opondo a nenhum deles.

O próprio pai da teoria da evolução, Charles Darwin, era Evolucionista Deísta... Em um trecho do livro "A Origem das Espécies", ele publicou:

“Há uma verdadeira grandeza nessa visão da vida, com seus poderes diversos, atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só; e, enquanto o nosso planeta, obedecendo à lei da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não tem cessado de evoluir”.

Diante desta suposição, alega-se então que o Relato da Criação do livro de Gênesis é uma alegoria, ou seja, não é o relato de uma coisa que realmente aconteceu; seria, então, uma espécie de "parábola". O próprio Darwin pensava assim. Muitos cristãos atualmente também admitido isto, mas... isso pode gerar alguns problemas teológicos graves.

Veja por você mesmo. Admitir que esse relato a respeito das origens é fictício seria admitir que:

- Deus não criou diretamente os seres vivos;

- Adão e Eva não foram os reais pais da humanidade;

- O pecado não veio por meio da desobediência do primeiro casal;

- A morte humana não veio por meio da desobediência do primeiro casal;

- O quarto mandamento dos 10 mandamentos partiu de bases fictícias

- Jesus se equivocou quando afirmou que Adão e Eva existiram de verdade (Mateus 19:4-5)

- Jesus morreu na cruz para salvar a humanidade acerca de algo que jamais aconteceu;

- O plano de redenção de Deus para com o homem, consequentemente, não tem base em algo real...

Percebe como a doutrina cristã é fortemente abalada quando enquadramos o Gênesis como alegórico? Isso ocorre porque a única leitura que se encaixa com a doutrina bíblica e cristã é a contextual, ou como alguns dizem, literal. Todo o conceito de salvação perde o sentido se consideramos que Adão, por exemplo, não existiu... Afinal, se não houve pecado original, por que Jesus teria entregado Sua Vida? Em vão??

Admitindo esse modelo, também ficaria difícil de explicar o porquê do pecado e da morte por meio de um só homem e da necessidade da justiça e da vida por meio de um só Salvador. Se houve uma evolução aleatória que se seguiu sozinha, Deus não deixaria a natureza resolver o problema??

Em outras palavras, admitir que o Gênesis é literal não é sinônimo de fanatismo, mas sim de coerência com a fé. Aliás, o relato de Gênesis contém muito embasamento real - basta ver o artigo " Gênesis - Seria tudo um mito? " desse mesmo blog. Mas claro, o fato do relato de Gênesis não ser fictício não significa que ele tem que ser da maneira que a maioria das pessoas imagina... Como assim? Trataremos desse ponto mais adiante...

UM DEUS AUSENTE?

Apesar de admitirem o relato de Gênesis como uma alegoria, os Evolucionistas Deístas não descartam o restante da Bíblia. Porém, nós sabemos que a Bíblia fala em diversas passagens a respeito da Criação (se você já leu a maior parte dos textos desse blog sem dúvida deve ter percebido isto). Mas quase todas estas menções coloca Deus como um Criador Pessoal, isto é, que participou ativamente dos eventos descritos no Gênesis. Muito além disso, a Bíblia deixa claro em diversas passagens que Deus realmente é poderoso para criar vida de não-vida. Um exemplo muito interessante se encontra em Êxodo , onde Moisés, ao tocar sua vara no chão, faz com que literalmente toda a poeira do Egito miraculosamente se transforme em piolhos...
E a respeito disso, temos que nos perguntar: como é que Deus esteve ausente no processo da Criação se Ele esteve presente diretamente em toda a trajetória do ser humano?

O Evolucionismo Deísta acaba, então, se revelando com isso apenas uma "válvula de escape" para se aceitar um processo evolutivo aleatório ante a realidade acerca de Deus. Seria uma maneira de se evitar conflitos entre materialistas e cristãos. Mas veja: admitir essa tese e alegorizar o Gênesis faz a Bíblia dizer aquilo que ela não diz. Será correto interpretarmos a Palavra de Deus dessa maneira? Ao meu ver, pelo menos, não. Não há, definitivamente, consistência de uma fé cristã genuína com o Evolucionismo Deísta - isto na minha opinião e de acordo com o que evidenciamos aqui.

Mas e o (verdadeiro) Evolucionismo Teísta??

UM DEUS PESSOAL?

A posição denominada "evolucionismo teísta" se coloca contra a idéia de que Deus foi apenas a causa inicial. Para esta tese, Deus esteve presente em todo o processo evolutivo. Admitir isso já, logo de cara, se harmoniza com a idéia de um Deus pessoal, que é a idéia que a Bíblia inteira traz a respeito da participação de Deus em Sua Criação. Ora, um Deus que criou cada uma das formas de vida existentes é exatamente aquilo que se espera de um Deus que esteve presente durante toda a história da humanidade, demonstrando todo o seu poder e seu amor por sua obra prima (nós). Por isso mesmo, esse ponto de vista se aproxima da Tese da Criação Especial.

Onde estariam, então, os erros do Evolucionismo Teísta? Basicamente, estaria em admitir que o Gênesis, de novo, é alegórico... Sim, pois existem muitos evolucionistas teístas que consideram o relato de Gênesis como uma alegoria, embora estes admitam que Deus esteve presente no processo evolutivo.

ENTENDENDO MELHOR

Abaixo, confira uma esquematização que exemplifica claramente as filosofias diferentes que existem relacionadas ás origens, incluindo os "evolucionismos" do qual acabamos de falar. Nesse esquema, a linha grossa á esquerda representa a coluna geológica. A seta no modelo 1 (correspondente ao Criacionismo da Terra Jovem) mostra a direção de tempo para todos os modelos, com as camadas mais antigas da coluna geológica estando à base.




PROBLEMAS APONTADOS PELOS CRIACIONISTAS

Esses são os reais problemas que trazem os evolucionismos Deístas e Teístas. Além destes, existem outros problemas (que se enquadrariam a ambos) apontados pelos criacionistas opositores a esse modelo, em especial, novamente, o famoso Criacionismo da Terra Jovem. Mas, assim como ocorre quando esses mesmos criacionistas criticam a teoria da evolução, os argumentos que apresentaremos a seguir também são falaciosos... Vejamos o argumento e a refutação, com bases lógicas e bíblicas, desse argumento:

1º Argumento - Ser "evolucionista-teísta" é admitir que há mais plausibilidade da fé na ciência que da fé nas Escrituras e no poder de Deus. A lógica da Ciência seria o norte para a leitura da Biblia.

Refutação do 1º argumento: Deus muitas vezes usou fenômenos naturais para realizar milagres. Podemos citar vários exemplos, sendo um deles a transformação que Jesus fez da água em vinho, que por incrível que pareça é algo cientificamente possível... mas que necessitaria de um reator nuclear para acontecer!! O mesmo pode-se dizer do processo evolutivo (aleatoriamente não teria ocorrido) e, portanto, somente o Evolucionismo Deísta traria esse problema consigo, não o Teísta, que admite a intervenção divina na evolução.

2º Argumento: O "evolucionismo-teísta" degrada a dignidade e deferência da vida humana, ligando-a à mesma esfera da dos animais.

Refutação do 2º argumento: A Bíblia deixa claro a distinção da matéria física do homem (corpo) com relação a matéria espiritual do homem (alma e espírito). É a parte espiritual que nos torna a Imagem e Semelhança de Deus, pois fisicamente, realmente somos animalescos... Se não fôssemos, por que o nosso físico é assustadoramente semelhante ao dos primatas em aspectos gerais, especialmente com relação ao interior (ossos e órgãos)? Ademais, a Bíblia admite essa condição física do homem em Eclesiastes 3:18-22, dizendo que o homem, em si, é como um animal. O trecho bíblico em Eclesiastes 3:18 usa exatamente estas palavras...

3º Argumento: O "evolucionismo-teísta" declara que a morte e o sofrimento não vieram com o pecado de Adão e como resultado de sua maldição. Sendo assim, como o sofrimento de Jesus e sua morte física pagam a penalidade pelo pecado e nos garantem a vida eterna? E como é que pode estar escrito: ""Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Corintios 15:22)?

Refutação do 3º argumento: A morte no contexto que se apresenta em 1 Coríntios 15:22 e em Romanos 5:12 diz respeito á morte humana - e também pode se referir a morte espiritual - mas em momento algum vemos a alegação de que, no princípio, os demais seres vivos eram imortais... O motivo pelo qual a criação "geme" em Romanos  não quer dizer isso também, mas diz respeito a perda do equilíbrio entre o ser humano e a natureza (note que o texto diz que a criação ficou sujeita á vaidade "não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou"). Isso fica ainda mais claro em Gênesis 3:17-20, quando Deus amaldiçoa a Terra por culpa do homem. Acontece que existe alguns elementos na Bíblia que mostra que havia algum tipo de "dor" na natureza e morte ou degeneração dos demais seres antes do homem, e abaixo seguem os mais relevantes:

- Quando Deus amaldiçoou Eva, Ele disse: "multiplicarei as suas dores de parto". Se Deus multiplicaria isso significa que alguma dor havia no princípio...

- As plantas são seres vivos, e segundo Gênesis 1:? elas foram dadas como alimento... Logo vemos seres vivos se alimentando de outros seres vivos, claramente, antes da Queda. Temos então plantas morrendo antes da queda

Há um estudo muito detalhado sobre isso nesse mesmo blog: veja a parte 1, a parte 2 e a parte 3.

No entanto, o que nós não sabemos, e a Bíblia não responde, é o porquê dessa degeneração antes do pecado. Como isto é algo que não está claro na Bíblia, penso que não está na vontade de Deus que, por hora, saibamos a resposta... Ou seja, não é certamente algo que influenciará em nossa salvação em Cristo. Certamente Deus nos dará todas as respostas que precisamos, mas no tempo d'Ele.

4º Argumento: A Bíblia diz que Deus é perfeito (Mateus 5:48) e Sua criação, perfeita (Deuteronômio 32:4) e muito boa (Gênesis 1:31). O apóstolo João nos diz que Deus é amor, luz e vida (I João 4:16 / 1:5 / 1:1-2).
A interpretação naturalista, ao admitir os processos evolutivos como principais agentes na diversificação da vida (principalmente com a morte, mas incluindo também a fome, as doenças e o predatismo em vários níveis) coloca-se contra estas e várias outras passagens bíblicas.

Refutação do 4º argumento: Parece estranho admitir isso, mas só os fatos das plantas - que são seres viventes - serem predadas pelos animais e por Adão antes da queda já nos faz questionar a respeito disso. E se as plantas anteriores a queda morriam e se degeneravam, conforme já vimos e é mais do que claro em Gênesis, por que os animais abaixo do homem teriam de ser imortais (visto que segundo a Bíblia os animais não possuem "alma")?

O fato é que a Bíblia não discute o assunto acerca da morte antes da queda e do porquê de Deus ter permitido ou criado tal coisa. O que sabemos é que a morte, a degeneração no Reino Animal é algo que faz parte da natureza... Mas essa mesma morte não era aplicado ao homem, visto que essa degeneração foi aplicada ao homem como consequência de sua desobediência. Entenda: o homem originalmente não fora criado para morrer...

De qualquer forma, essa não é uma questão relevante para Deus, pois se fosse estaria em Sua Palavra.

5º Argumento: Todos estes modelos [que procuram enquadrar a teoria da evolução com o que está na Bíblia] partilham de ideias bíblica de que a natureza é o resultado de propósito divino, a ideia de a Deus criou a vida e a partir daí ela foi se graduando e evoluindo através de longos períodos de tempo.
(retirado de: http://adven.webnode.com.br/news/criacionismo-x-evolucionismo-x-evolucionismo-teista/)

Refutação do 5º argumento: Há aí uma generalização equivocada, como se qualquer pensamento que aceitasse ao mesmo tempo a evolução e a Bíblia fosse Deísta... Como vimos anteriormente, há diferenças claras entre o evolucionismo teísta e o deísta.

QUAL ESTARIA MAIS CORRETO?

Depois de conhecermos exatamente os elementos que trazem os evolucionismos teísta e deísta, nada melhor que nos perguntarmos: Qual deles é o certo? Ou melhor, existe algum que é certo?

O dono da verdade somente é Deus. Por isso, como estamos tratando de teses extra bíblicas, temos que tomar muito cuidado em ficar estabelecendo "verdades absolutas". Por isso, dissertaremos aqui sobre qual é a mais plausível, diante dos fatos, e qual é a posição desse site acerca disso.

E a resposta é: o Evolucionismo Teísta possui ALGUNS pontos corretos. O fato é que o Evolucionismo é algo que realmente não há como se encaixar com a Bíblia, porém a idéia de um processo evolutivo sendo conduzido e milimetricamente planejado por um Projetista Divino é algo que faz sentido e se aproxima da velha idéia de Criação Especial. Porém, a parte correta do Evolucionismo Teísta só vai até aí. Deus não interviu apenas em um ou outro caso de evolução ou tão somente esteve presente no processo... Na realidade, a evolução foi simplesmente o método com o qual Deus desenhou os seres vivos. Seria uma "criação por processos de evolução", onde o mecanismo evolutivo prevalente não seria a "seleção natural", mas sim uma "seleção espiritual" (se é que podemos chamar assim).

Assim como um oleiro molda um vaso, Deus teria moldado toda a vida (o que faz alusão á palavra em hebraico para "formar", em Gênesis 2:7, que possui o sentido de "moldar") a partir do pó da terra - mas soprou o seu Sopro Divino no primeiro ser humano -  Adão. Antes de Adão não haviam seres humanos, apenas hominídeos inteligentes mas agindo por instinto e sem a capacidade cerebral nossa. Deus completou Sua obra no campo físico, ou em outras palavras, terminou a moldagem do vaso, quando Adão foi criado. Tudo isso em 6 dias criativos. Não 6 dias em Kronos, mas em Kairós (mais sobre isso aqui, aqui, aqui e aqui). Essa é a concepção de nosso site, e se baseia tanto na Bíblia quanto naquilo que a ciência, de fato, tem nos mostrado. Em uma linguagem mais clara, podemos dizer que Deus formou a carne por meio de uma criação por processos evolutivos, o que se harmoniza com o texto de Eclesiastes 3:15 - 21, mas o espírito é algo que veio diretamente de Deus (para entender melhor esta distinção, veja este artigo aqui).

A essa tese que aponta a criação por processos evolutivos totalmente guiados e planejados por Deus a partir do pó da terra, gerando categoricamente espécies diferentes e culminando em Adão, levando em conta o Gênesis literalmente. nós podemos considerar não como evolucionismo teísta, mas como uma espécie de criacionismo progressista. Essa tese afirma que Deus criou aos poucos todos os seres vivos do planeta, em 6 dias durando em Kairós, e do jeito que está no livro de Gênesis. A diferença, contudo, está no processo com o qual Deus teria criado os seres vivos (entenda melhor este processo aqui) que pode ter sido por um processo evolutivo guiado por Deus, e não um processo guiado pela aleatoriedade.

Resumindo, a teologia adotada neste site é a Criacionista progressista mas considerando alguns pontos do Evolucionismo teísta (e não o deísta).

CONCLUSÃO

No final das contas, já podemos então discernir a respeito dos tipos de teses teológicas que consideram a teoria da evolução. Também pudemos ver os próls e contras de cada uma delas, e o que a Bíblia nos diz acerca delas e o que os opositores destas teorias também dizem acerca delas. E por fim, exibimos também a visão do nosso blog a respeito desse tema.

Independente de qualquer coisas - ou até mesmo dos problemas teológicos que podem surgir com a aceitação de um Gênesis simbólico, por exemplo - temos que entender que estas visões não são responsáveis nem pela nossa salvação nem pela nossa condenação. Por mais contraditório que possa parecer, uma pessoa pode ser evolucionista-deísta e ao mesmo tempo crer que a salvação vem de Cristo e pela Sua Palavra. E daí? Não é mais importante crer em Jesus do que em determinada teologia? Justamente por isso, não devemos condenar ou desprezar as pessoas que pensam diferente de nós no tocante a um assunto que não diz respeito diretamente a salvação em Cristo, como se para ser salvo tivéssemos que ser criacionistas da terra jovem ou algo do tipo. Claro, isso não quer dizer que nós tenhamos que ignorar esse tema, pois muitos "problemas teológicos" podem ser resolvidos com uma análise em cima do tema "Criação versus evolução".

Independente de você crer no criacionismo da Terra Jovem, ou no Evolucionismo Deísta, ou no Teísta, ou no Criacionismo Progressista, ou até na Teoria da Lacuna, fique em paz com Deus e com a sua consciência, mas não seja intransigente com aqueles que possuem uma opinião diferente da sua, mesmo amando tanto a Bíblia quanto você. Como disse certa vez o erúdito Agostinho:

"No essencial, unidadade. Na dúvida, liberdade. Em tudo, caridade."


BIBLIOGRAFIA:

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/tubodeensaio/?id=974998

http://www.estudosgospel.com.br/diversos/duvidas-biblicas/existiu-uma-raca-pre-adamica.html

http://www.gotquestions.org/Portugues/evolucionismo-teista.html

http://adven.webnode.com.br/news/criacionismo-x-evolucionismo-x-evolucionismo-teista/

http://ressurreicao.com/index.php?option=com_content&view=article&id=130%3Aevolucionismo&catid=46%3Aseitas-a-heresias&Itemid=104&limitstart=2

http://defesabiblica.wordpress.com/2010/08/22/evolucionismo-teista-legitimo-ou-falsificacao/

http://roberto-cavalcanti.blogspot.com.br/2011/07/inconsistencias-teologicas-do.html

http://pastorclaudiosampaio.blogspot.com.br/2011/09/minhas-dificuldades-com-o-evolucionismo.html

http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2159

http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_theisticevolutionquestions.htm

http://www.teologiapentecostal.com/2011/02/keller-e-pregacao-sobre-o-evolucionismo.html