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terça-feira, 2 de abril de 2013

Exposição História da Vida no Aniversário de Santo André


Comemorando o 460º aniversário de Santo André, estaremos apresentando uma nova exposição nos dias 11, 12 e 13 de Abril, na Biblioteca Vila Floresta: História da Vida.

Essa exposição vai retratar toda a história da evolução da vida na terra, desde o seu aparecimento no planeta até os dias de hoje, de uma forma divertida e bem didática, com um enfoque mais científico. As pessoas poderão vislumbar réplicas de fósseis, animais embalsamados de verdade, dinossauros, e muito mais, passeando por todas as eras geológicas, desde o Hadeano até o Holoceno (o equivalente, aliás, aos 6 dias da criação da Bíblia)!

Quem já teve a oportunidade de conferir a exposição "maravilhas da criação", realizada anualmente em São Bernardo do Campo, pode ter uma idéia de como será "história da vida", porém, esta nova exposição será muito mais bem elaborada, terá um foco mais científico do que teológico (as exposições anteriores falavam acerca da complexidade da Criação apenas) e trará atrações inéditas como fósseis genuínos.


Enfim, é o conteúdo da exposição "maravilhas da criação" sob um novo formato!

A entrada é franca e a diversão é garantida!

Realização: Grupo "Maravilhas da Criação"
Horário: das 9 ás 17 horas
Local: Biblioteca Vila Floresta
Endereço: Rua Parintins, 344 - Vila Floresta - Santo André - SP

Confira mais em: http://www.avph.com.br/hvida.htm

Confira também os outros eventos do Aniversário de Santo André!
http://www2.santoandre.sp.gov.br/sites/default/files/Eventos_de_aniversario_-_atualizado_em_03_04_2013.pdf

OBS: Os "fósseis transicionais" mencionados no nosso blog estarão presentes nesta exposição.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um "big BANG!" no princípio...

Como tudo teria começado? Não digo apenas a vida, a Terra... Mas "tudo" mesmo. Será que o universo é eterno e infinito mesmo? Teria tido ele um início?

Nas escolas, mais especificamente nas aulas de ciência, comenta-se que tudo veio a existir pelo Big Bang. Nas igrejas e em escolas bíblicas, o Big Bang é uma heresia que compõe a Teoria da Evolução e que a realidade é que Deus criou tudo do nada. A pergunta, então, é: Quem está certo?

Neste artigo, nós vamos entender realmente toda a história que existe por trás da "teoria do Big bang" e qual é a posição da Bíblia a respeito desta tese. Também iremos - inveitavelmente - nos deparar com as posições criacionistas que existem sobre o Big Bang (portanto, não estranhe se novamente ver aqui citações a respeito do Criacionismo da Terra Jovem) e, desta maneira, saberemos de fato qual foi a verdadeira origem de nosso universo...

NADA A VER

Inicialmente, já queremos destacar um erro muito comum que se comete no meio dos cristãos quando o assunto é "Big Bang" e "Origem do Universo". Originalmente, costuma-se dizer que o "Big Bang" compõe a teoria da evolução, quer dizer, que se trataria de um dos tópicos da teoria da evolução, ou até como é citado algumas vezes, "Teoria do Big Bang" e "Teoria da Evolução"seriam sinônimos...

Mas a realidade (ocultada ás vezes pelos criacionistas) é que ao contrário da citação acima, a teoria do Big Bang definitivamente não tem nada a ver com a Teoria da Evolução!! Sim, parece estranho e contraditório, mas esta é a realidade. Isso porque a Teoria da Evolução é uma área da biologia que procura explicar como é que aconteceu a evolução das espécies de seres vivos, enquanto que a teoria do Big Bang é simplesmente o modelo cosmológico atual, que explica a origem e transformações pelos quais o universo passou ao longo de bilhões de anos (salientando, novamente, que a idade da terra e idade do universo também não tem nada a ver com a Teoria da Evolução).

Esse, também, não é o único erro que acontece, e nós veremos o que é exatamente a seguir.

EXPLOSÃO OU EXPANSÃO?


Mas o que é, afinal de contas, o Big Bang?

Para os ingleses, é o relógio da catedral de Notre Dame... Brincadeiras á parte, o Big Bang é definido pela maior parte dos evangélicos (sendo a maior parte destes Criacionistas da Terra Jovem) como uma teoria antibíblica, que diz que uma explosão que aconteceu há bilhões de anos gerou tudo o que nós vemos aqui neste universo. Explicação simples, porém falha...

Isso porque, simplesmente, o Big Bang não foi uma explosão!

A idéia de uma explosão surgiu na verdade de uma sátira que um crítico desta tese, o cientista Fred Hoyle, citou em um programa de rádio da BBC, chamado "The Nature of Things" enquanto criticava esta tese. O apelido satírico faz alusão a um grande (Big em inglês) "Bang!", sendo este "bang" o som da suposta explosão, uma onomatopéia. Traduzindo ao pé da letra, o nome da tese em português seria "A Teoria do Grande 'BANG!'". Ficaria estranho uma teoria com este nome, não? Mas é isto o que o nome Big Bang significa.

Mas aí é que está: esse é o significado do nome apenas. O conceito real do Big Bang é na verdade o de uma expansão. Expansão? Sim. Na realidade, a Teoria do Big Bang diz que no princípio de tudo todo o universo, tempo e espaço estava restrito a uma singularidade (singularidade, pra quem não sabe, é algo que é desconhecido pela ciência). Não havia absolutamente nada além dessa singularidade  (fisicamente falando). Alguma coisa (ou até "alguém") fez com que essa singularidade (que estava em grau zero de entropia), há cerca de 20 bilhões de anos sofresse uma grande liberação de energia, gerando o espaço-tempo, e aí o universo começou a se expandir. Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.

Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.

Para entendermos mais ou menos como ocorre esta expansão, de forma didática, imagine uma bexiga murcha, sendo esta marcada por vários pontos. Pelo fato da bexiga ainda não estar cheia, os pontos parecem muitos juntos entre si. Mas quando começamos a encher essa bexiga, vamos notar que conforme ela se expande, os pontos da bexiga ficam cada vez mais distantes entre si. Essa é a real idéia do Big Bang. Tirando o fato de que ele cresceu com o tempo, o Big Bang não tem praticamente nada a ver com uma explosão...

Com isso, um argumento utilizado pelo criacionismo da Terra Jovem também "cai por terra" (mais um dos centenas de argumentos que são "desmascarados" no blog). Qual seria esse argumento? O de que uma explosão não causa ordem e aumento de complexidade; apenas desordem; logo o Big Bang por ser uma explosão não poderia ter gerado um sistema tão complexo e ordenado como o nosso universo. Mas veja: o Big Bang foi uma expansão, e não explosão... Sendo assim, tal argumento não possui fundamento, já que para ser válido, o Big Bang teria de ser uma explosao, o que não foi de fato.

 Mas mesmo se fosse uma explosão, o argumento também estaria errado. Por quê? Porque existem algumas explosões que produzem aumento de ordem e complexidade. Explosões poderosas o suficiente podem converter carbono em diamante, que é uma forma mais ordenada (ou vai me dizer que um diamante não é complexo e ordenado...). A "morte" violenta de estrelas supermassivas geram os chamados "pulsares", sendo que estas "explosões" emitem ondas tão uniformes e ordenadas que inicialmente pensava se tratar de uma mensagem de extraterrestres!! E ainda tem as explosões nucleares em supernovas, que produzem elementos pesados, mais complexos que elementos leves como o hidrogênio e hélio - além de serem o berço de novas estrelas e sistemas planetários.

EXISTEM EVIDÊNCIAS?

Mas não adianta falarmos a respeito da veracidade (ou não) da teoria do Big Bang sem discutirmos as evidencias em favor dela... Em primeiro lugar, a teoria do Big Bang é uma teoria científica, ou seja, um campo do conhecimento humano com um corpo vasto de evidências, o que é diferente de uma teoria popular, que possui um sentido similar á hipótese em ciência. Os cientistas sempre se referem ao Big Bang como teoria e não como hipótese... Por quê? Porque existe um vasto corpo de evidências ao seu favor.

Muitos cientistas famosos contribuíram para que a teoria do Big Bang fosse o que é hoje; não se trata, então, de um embuste realizado por ateus para rejeitar a Bíblia... E Albert Einstein foi um deles! E quem disser que o universo é estático, vai ter que refutar Einstein primeiro (ninguém até agora conseguiu fazer isso, mas enfim...). A Teoria Geral da Relatividade, formulada pelo mesmo, implica que o universo não pode ser estático, ou seja, ele precisa estar ou expandindo ou encolhendo. A Lei de Hubble consegue mostrar isso na prática, pois segundo ela, quanto mais distante a galáxia está, mais rápido ela está se afastando. Ora, se o universo está se expandindo, então no passado ele já foi muito pequeno e compacto, certo? Como o Big Bang prevê exatamente isso, vemos que a Teoria da Relatividade e a Lei de Hubble concorda em gênero, número e grau com a teoria do Big Bang.

A expansão do universo ainda é composta de mais provas ainda. O chamado Redshift também prova isso. Conhecido também como "desvio para o vermelho", trata-se de uma espécie de "efeito doppler" para a luz, sendo que quando um objeto estelar está se afastando, sua luz tende para o vermelho mas, quando está se aproximando, ele tende para o azul. E isso vemos na prática: quanto mais distantes estão os corpos celestes, maior é o desvio para o vermelho, não importando a direção em que se olha. Essa técnica de observação também tem sido amplamente usada para estudos a respeito da idade do universo - muito superior a meros 6-10 mil anos - mas esse é um assunto que deixaremos para depois.

Por fim, a Teoria do Big Bang consegue explicar muito bem muitos aspectos do nosso universo, sendo esses aspectos inexplicáveis, ou ao menos difíceis de se explicar, para quem se opõe a essa teoria. Confira:

- O Big Bang prevê que a radiação cósmica de fundo deveria aparecer de forma igual em todas as direções, com um espectro de corpo negro e temperatura de cerca de 3 Kelvin. Nós observamos esse exato espectro de corpo negro com uma temperatura de 2,73 Kelvin, em qualquer direção que se olhe. A radiação cósmica de fundo é igual em até uma parte em 100.000. Há uma leve diferença devido à diferença de distribuição de massa no universo. Tal diferença foi também predita pelo Big Bang, e observada na prática;

- O Big Bang prevê e explica a abundância dos elementos primordiais hidrogênio, deutério, hélio e lítio. Nenhuma outra teoria foi capaz de fazer isso;

- O Big Bang prevê que o universo muda com o tempo. Como a velocidade da luz é constante, olhar para grandes distâncias significa olhar para o passado. Vemos, entre outras coisas, que quasares eram mais comuns e estrelas eram mais azuis quando o universo era novo;

- A matéria escura não foi “inventada para ajustar a teoria”. Sua existência foi prevista pelo big bang e, apesar de não poder ser vista, ela já foi comprovada pelos efeitos gravitacionais que ela causa nos corpos celestes e na luz. Por exemplo, grandes massas de matéria escura distorcem a luz que passa por elas. Por causa disso, objetos que estão por trás dela são mais nítidos que os que não estão. A matéria escura serve como verdadeiras lentes de aumento naturais para o universo. Apesar de ainda não sabermos ao certo o que é a matéria escura, hoje em dia não há mais dúvidas quanto à sua existência.


Por isso, sabemos que o evento da expansão do universo - ou Big Bang - é sustentado por um corpo vasto de evidências, ao contrário do que o Criacionismo da Terra Jovem quer fazer aparecer.

Mas... como essa expansão aconteceu? Existe uma teoria que é comprovada por uma série de evidências da astronomia e física, proposta por Allan Guth em 1997, chamada "teoria do universo inflacionário", e ela é importante para entendermos como é que o Big Bang aconteceu. Segundo Guth, o tamanho do universo aumentou exponencialmente quando ele tinha apenas uma fração de segundos de existência. Essa tese, que é uma adição à teoria do Big Bang (e não uma substituição), explica muito bem por que o Big Bang não criou um grande número de monopolos e explica também a diferença de distribuição de matéria e da radiação de fundo (que o Criacionismo da Terra Jovem ainda não conseguiu explicar de forma convincente).

CONTRA OU A FAVOR DE DEUS?

Mas, agora que sabemos que o Big Bang não é uma "balela" e que possui fundamento científico de sobra, um cristão pode argumentar: "sendo assim, temos um sério confronto entre o que a ciência diz e o que a Bíblia diz". Quer dizer, se o Big Bang é comprovado científicamente isso traz problemas para a crença em Deus, certo? Errado!! Na verdade, se alguns cristãos parassem para analisar melhor a Bíblia e o Big Bang e ainda ver qual a real implicação em "aceitar" a teoria do Big Bang, iriam se surpreender ao ver que ocorre exatamente o contrário: a teoria do Big Bang é que é um problema para quem não acredita em Deus!

Sim, dizer isso parece estranho, mas na verdade só parece e mostraremos o porquê.

Ocorre que, antes da teoria do Big Bang, pensava-se que o universo sempre havia existido, e que a matéria e energia também sempre existiram. Os cientistas atestavam isso como um fato, e para eles não havia como questionar isso. Ora, dizer que o universo sempre existiu é simplesmente ir na contramão do que afirma a Bíblia, que diz que tudo teve um princípio em Deus. Quando a Teoria do Big Bang foi formulada, dizendo claramente que o universo não é eterno e teve um início, muitos cientistas rejeitaram e lutaram contra essa nova teoria. Mas sabe o que é interessante nisto? A maior parte desses cientistas que se opuseram a Teoria do Big Bang não eram os criacionistas, mas sim aqueles que defendiam um universo eterno e infinito!

 Em outras palavras, o Big Bang se tornou uma "pedra no sapato" para os ateus e agnósticos, pois estava dizendo que o universo teve um princípio, exatamente como a Bíblia diz. O jornalista Fred Heeren, criacionista-progressista, afirmou no seu livro "Mostre-me Deus" que "existem muitos criacionistas que não aceitam o Big Bang, porém, quem crê no Big Bang tem que ser criacionista".

Para "fugir" dessa situação, os cientistas propuseram (e propoem até hoje) várias teorias que procuram explicar o que havia antes do Big Bang e o que fez esta expansão acontecer. Por causa destas inúmeras teorias, deu-se a impressão que "Evolucionismo" e "Big Bang" era tudo farinha do mesmo saco, afinal, o Big Bang estava aceito na comunidade científica como "explicação para a origem do universo", sendo que na realidade não é bem assim.

O Big Bang mostra que o universo teve um começo e que foi por meio de uma expansão do tempo e espaço, tal como a Teoria da Relatividade de Einstein sugeria. Não existe, porém, um consendo a respeito do quê teria causado o Big Bang. Mas admitir que essa expansão (que foi milimetricamente ordenada) foi algo feito direto por Deus, é a última coisa que cientistas ateus/agnósticos iriam admitir... Pois se isto é verdade, então Deus é o Autor do Universo, como a Bíblia afirma.

Em suma, o Big Bang se encaixa com a Bíblia, quando diz que o universo teve um princípio. Afinal, vamos ser racionais: se o Big Bang foi o princípio de tudo, que existia antes do Big Bang? Quem ou o quê foi o gatilho para o Big Bang "rolar"? Eis aí uma pergunta ainda sem resposta, pelo menos para aqueles que não consideram a possibilidade de Deus ter sido o autor do Big Bang.

O muçulmano Harun Hayala, embora seja um opositor da teoria da evolução, no seu livro "As Maravilhas da Criação de Allah" conseguiu resumir muito bem e de forma de fácil entendimento, exatamente, o porquê da Teoria do Big Bang ser mais a favor de um Criador do que o de um universo sem nada. Confira:

"Aqui você precisa pensar numa coisa muito importante. Vamos imaginar que você ponha
peças de um quebra-cabeça, ao acaso, dentro de um balão. Depois você enche o balão com ar e de
repente você o estoura. Isto quer dizer que o balão “big bangueou” ... O que acontece com as peças do quebra-cabeça que você colocou dentro do balão? Estas peças podem cair no meio da sua sala formando uma vila bonita, um aeroporto, alguma coisa que você nem saiba manejar? Ou as peças se espalhariam a esmo por toda a sala? Com certeza elas se espalhariam a esmo por toda a sala. Você precisaria juntar as peças para então formar um aeroporto ou uma casa.
Deus é o autor do “Big Bang”, o organizador das partículas que se espalharam no espaço depois do “Big Bang”. Juntando tudo isto, ele é também o criador do Sol, da Terra, dos planetas e estrelas. Quando Deus quis fazer alguma coisa, Ele deu a ordem “faça-se” e assim se fez. Deus é superior e onipotente. Seu poder é suficiente para qualquer coisa. Quando ele quer alguma coisa, Ele pode criá-la imediatamente."

Justamente por isso, questões como "Ou Deus ou o Big Bang" não fazem sentido, pois o Big Bang não substitui Deus, mas sim testifica a favor d'Ele.

CONCLUSÃO

De fato, assim como acontece com a teoria da evolução, muitas idéias estão equivocadas sobre o Big Bang no meio cristão atualmente.

Se os cristãos conhecessem melhor essa teoria, e o que ela realmente diz, veriam que não se trata de algo sem fundamento; muito pelo contrário: o Big Bang concorda em gênero, número e grau com a Bíblia quando diz que o universo teve um princípio, e que pela fé "os mundos foram criados, de forma que o que se vê não foi feito do que é aparente." (Hebreus 11:3)

Há algo a se pensar...


BIBLIOGRAFIA:

http://www.brasilescola.com/geografia/big-bang.htm


http://ceticismo.net/comportamento/tipicos-erros-criacionistas/parte-14-%E2%80%93-cosmologia/

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081006042804AAJaVfM

http://www.portalcafebrasil.com.br/4-livre/77-tecnologia-e-ciencia/9167-criacionismo-x-evolucionismo-a-absurda-pregacao-do-pr-silas-malafaia

https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:nHfhzEJ7I5gJ:islam.com.br/biblioteca/islam/as_maravilhas_da_criacao_de_Allah.pdf+&hl=pt-PT&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShRs82CRkD7qWEhsyidTMoO80GotEahavdL-RgCU7fblXAKfQndxgPUwM6azEdxkM2jOjVeFMXMM_8U9ZawreN2UB9HyDRCSPpLxJflqEe-jpXd7mvd6GXpxnr1xTg_1dsCOTVq&sig=AHIEtbSRKybcW3INoD5BxIeEtb3jSbww2Q

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Por Trás do Criacionismo da Terra Jovem 14: O Paradoxo dos Poliestratas

Segundo os Criacionistas da Terra Jovem, a idéia de que a Terra tem bilhões de anos é absurda, senão ridícula. Eles dizem que existem evidências científicas de que a Terra é jovem. Agora, começando por esse artigo, vamos "colocar a prova" essas evidências. Começaremos pelo argumento dos fósseis poliestratas.


O QUE O CRIACIONISMO AFIRMA

http://www.universocriacionista.com.br/images/stories/criacionismo/geologia/0207_10_fig1_c_geologia.jpg
Vamos ver, inicialmente, o que são fósseis poliestratas e, junto a isso, o argumento usado pelos criacionistas. O texto abaixo é da autoria do professor Adauto Lourenço, formado em física pela Bob Jones University:

"Um fóssil poliestrata apresenta um organismo que foi fossilizado ao longo de duas ou mais camadas. Árvores são os exemplos mais comuns de fósseis poliestrata, sendo encontradas em todo o planeta, principalmente no leste dos Estados Unidos, leste do Canadá, Inglaterra, França, Alemanha e Austrália.

Examinando a figura 1 [a figura ao lado], vemos que o tronco da árvore fossilizada atravessa várias camadas da coluna geológica (pelo menos 10). Segundo a interpretação evolucionista, cada uma dessas camadas equivale a uma era geológica. Se tal interpretação fosse verdadeira, esta árvore teria sido soterrada lenta e gradativamente, sem apodrecer ou morrer, durante um período de pelo menos dez eras geológicas!

Árvores como esta não foram soterradas lenta e gradativamente durante longas eras geológica. As camadas se formaram rapidamente soterrando a árvore, e esta fossilizou-se antes que as camadas nas quais ela foi soterrada se solidificassem. Tais tipos de fósseis são também uma evidência da formação rápida das camadas encontradas na coluna geológica."


O argumento parece interessante e conclusivo, parece lógico. Como uma árvore pode ter atravessado camadas de milhões de anos? Realmente, isso é impossível de acontecer.

Mas calma... isso não quer dizer que o argumento apresentado dos fósseis poliestratas está certo e comprova que a Terra é jovem, pois nem todas as camadas sedimentares se formam lentamente, da mesma forma que nem todas se formam rapidamente...

O QUE A VERDADE AFIRMA

Vejamos: em suma, o argumento criacionista diz que a existência desses fósseis mostram que não se passou milhões de anos entre elas, uma vez que tais fósseis atravessam múltiplas camadas sedimentares. Mas tem um problema nessa afirmação: todos os cientistas sabem (até os rotulados "evolucionistas") que essas camadas, nesse caso, não se formaram em milhões de anos!

Isso porque soterramento rápido (catastrofismo) é algo que, de fato, pode acontecer. Mas nesse caso, as camadas possuem indícios em sua estrutura que indicam que estas exclusivamente não são as mesmas da chamada "coluna geocronológica". Fica evidente, então, que dá para saber, analisando a rocha, se a rocha se formou por soterramento rápido ou por sedimentarização lenta. No caso dos fósseis poliestratos, houve um afundamento da plataforma onde se encontram as árvores.

Acontece que estratificação rápida é algo comprovado e que pode acontecer, e esse não é um exemplo único disso. Mas estratificaçao lenta é outra coisa que já foi estudada e que, sim, pode acontecer e toneladas de estudos mostram que aconteceu isso no passado. Sendo assim, as árvores fossilizadas não estão atravessando camadas datadas em milhões de anos...

Dessa forma, as rápidas deposições que formaram os fósseis poliestratos estão em perfeito acordo com a geologia aceita mundialmente. Inclusive, já no século 19 o "paradoxo dos poliestratas" foi respondido por um geólogo cristão, chamado John William Dawson (1868), que demonstrou que o soterramento rápido não é evidência de uma Terra jovem e que isso não tem a ver com o Dilúvio bíblico. Aliás, é importante salientar que, conforme análise das rochas, as formações de camadas por estratificação lenta são tão comuns quanto estratificação rápida (cabe lembrar que, ao contrário dos criacionistas dizem, um fóssil não precisa necessariamente se formar por um soterramento oriundo de enchente; outros fatores podem contribuir para a fossilização de um organismo).

Portanto, o erro está no seguinte trecho do texto do Prof. Adauto: "Segundo a interpretação evolucionista, cada uma dessas camadas equivale a uma era geológica.". Pois nesse caso, tanto os evolucionistas quanto os geólogos sabem que tais camadas não correspondem ás eras geológicas!


CADÊ A EROSÃO? ACHOU!

Aproveitando o assunto dos fósseis poliestratos, é interessante também aproveitarmos para analisar mais algumas alegações igualmente erradas feitas pelos criacionistas a respeito da formação da coluna geológica. Bom, como nós já sabemos, elas podem se formar ou rapidamente ou lentamente. Para os criacionistas, ela toda se formou rapidamente (no Dilúvio Bíblico)e existem evidências de que todas elas assim se formaram. Que evidências são essas (além do já refutado caso dos fósseis poliestratas)?

A geóloga Elaine Kennedy, que é Criacionista da Terra Jovem, alegou que “Faltam sinais de erosão entre as camadas da coluna geológica". Ela diz que, se cada estrato ficou exposto às intempéries por milhões de anos, deveriam existir esses sinais. A mesma ainda alega que as camadas da coluna geológica são planas.

Mas a alegação de que não há sinais de erosão entre as camadas e que elas sempre são planas (ou horizontais) é, simplesmente, falsa. Existe, por exemplo, uma discordância erosiva entre as litofácies da Formação Itapecuru e as do Grupo Barreiras, no município de Açailândia, Maranhão.

Abaixo, um exemplo de discordância angular em rochas de Portugal, na Praia do Telheiro, Algarve:

[Sem+título.jpg]

Na verdade nem precisa necessariamente haver erosão, mas sim um lapso curto de sedimentação que é conhecido como diastema.

As camadas da coluna geológica também não são planas (embora o termo certo a ser usado seria dizer que tratam-se de camadas horizontais). Mas nem sempre todas as camadas são horizontais. Existem muitos casos onde nota-se a não-horizontalidade. Veja dois exemplos abaixo:

http://www.ufrgs.br/geociencias/cporcher/Atividades%20Didaticas_arquivos/Geo02001/geomorfologia_arquivos/image015.gif

http://www.ufrgs.br/geociencias/cporcher/Atividades%20Didaticas_arquivos/Geo02001/geomorfologia_arquivos/image038.gif

Aqui você também vê mais outro caso.

Para estudar mais a fundo a questão das formação das rochas - mas com base em dados verdadeiramente científicos - recomendamos o seguinte link: http://www.ufrgs.br/geociencias/cporcher/Atividades%20Didaticas_arquivos/Geo02001/geomorfologia.htm

CONCLUSÃO

Com tudo isso podemos concluir que o intitulado "Paradoxo dos Poliestratas" é na realidade um falso paradoxo. Segue um raciocínio lógico sim, mas está baseado no conceito errado de que, segundo os "cientistas evolucionistas", que toda camada sedimentar na Terra foi depositada em milhões de anos. Sabe-se que, na verdade, sedimentações rápidas e lentas ocorrem, e analisando a rocha dá para descobrir se esse foi ou não o caso.

Mas... provas contra a idade recente da Terra não desqualifica a Bíblia? Não. Na verdade essa ausência de provas desqualifica o Criacionismo da Terra Jovem como explicação fieldigna para o Gênesis, mas não desqualifica o Gênesis (por isso é importante entender que a Bíblia é que deve guiar a teologia e não o contrário - como criacionistas vem fazendo atualmente). Basta, porém, analisarmos o texto bíblico sem as influências do Criacionismo da Terra Jovem e poderemos ver que a Palavra de Deus sequer entra em conflito com tais dados (aliás nem é intenção da Bíblia ser científica, mas sim um livro que nos mostra a Palavra de Deus). Mas uma coisa é certa: algo tem que ser revisto no meio criacionista...

BIBLIOGRAFIA:


http://193.164.133.22/~ccb/forum/index.php?topic=22647.0

http://www.physorg.com/news4417.html

http://www.scb.org.br/entrevistas/Entrevista_6.htm

http://www.universocriacionista.com.br/content/blogcategory/13/33/

http://alogicadosabino.wordpress.com/2009/04/30/a-grande-extincao-do-permico-a-catastrofe-que-nao-esta-la/

http://alogicadosabino.wordpress.com/2008/05/22/quando-as-arvores-esperam-milhoes-de-anos-para-serem-fossilizadas/