[PÁGINA ATUALIZADA EM 20/07/2012 ÁS 10:04]
De acordo com tudo o que já vimos anteriormente, parece que os dinossauros não foram
contemporâneos ao homem. Contudo, ainda existem argumentos em favor da
coexistência entre humanos e dinossauros. Que tal analisarmos esses argumentos?
ERRO NO CRESCIMENTO
Existiram espécies imensas de dinossauros. Alguns, como o
Brachiosaurus, pesavam cerca de 80 toneladas. Certamente um casal desse animal não caberia na arca... Mas afinal de contas, o que o Criacionismo da Terra Jovem tem a nos dizer sobre isso?
Como sabe-se pelas medidas da Arca que a Bíblia nos fornece em
Gênesis, as dimensões dela eram gigantescas. Calcula-se que nela caberiam 520 vagões de um comboio. Nela caberiam cerca de 40.000 animais. E, logicamente, girafas, elefantes, e outros grandes animais. E de acordo com os
criacionistas, há uma explicação "plausível"... Veja o argumento utilizado nessa questão pelo artigo "
Dinossauros: a Ciência e a Bíblia face a face":
"Os dinossauros cresciam sempre(...). Os homens crescem até aos 20/30 anos. Então, pára o crescimento. Mas os dinossauros cresciam sempre! Ora, Deus trouxe para a Arca somente os pares que pudessem "povoar a terra e nela se multiplicarem" (Gên. 8:17). Deste modo, os enormes dinossauros não entraram na Arca - eles seriam "avós" e não se podiam reproduzir. Mas, em contrapartida, entraram os jovens dinossauros - mais pequenos, é verdade, mas dinossauros."
- Confira a matéria toda aqui.
Acontece que esse argumento possui um grande defeito. Observe:
"Os homens crescem até aos 20/30 anos. Então, pára o crescimento. Mas os dinossauros cresciam sempre!"
Mentira absoluta. Os répteis crescem sem parar, isso é verdade, mas não podemos dizer o mesmo dos dinossauros, que segundo recentes análises, eram animais de sangue quente. Aliás, está comprovado o contrário...

O cientista
Anusuya Chinsamy-
Turan, da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul, descobriu que o
sauropodomorfo Massospondylus, por exemplo, levava 15 anos para atingir um comprimento de 2 a 3 metros.
Erickson e
Tatanya A.
Tumanova, do Instituto
Paleontológico de
Moscou, descobriram que o pequeno
marginocéfalo Psittacosaurus amadurecia com 13 a 15 anos de idade. E foi calculado que o
ornitópode bico-de-pato
Maiasaura (imagem ao lado) chegava à idade adulta com 7 ou 8 anos, idade na qual já tinha 7 metros de comprimento. No entanto, os
saurópodes gigantes ultrapassam todos os outros: Martin
Sander, da Universidade de
Bonn, na Alemanha, descobriu que o
Janenschia atingia a maturidade com cerca de 11 anos, embora continuasse a crescer substancialmente depois disso.
Frédérique Rimblot-
Baly e seus colegas na Universidade de Paris VII determinaram que o
Lapparentosaurus chegava a seu tamanho máximo antes dos 20 anos de idade.
Kristina Curry Rogers, do Museu de Ciência de Minnesota descobriu que o
Apatosaurus amadurecia em oito a dez anos - com um ganho de peso anual de quase 5.500 kg!
Ou seja, o argumento apresentado, de que entraram os mais jovens, não pode ser sustentado, pois
os dinossauros cresciam demasiadamente rápido (lembre-se que Noé foi advertido sobre o dilúvio 120 anos antes do mesmo e que levando em conta o numero de espécies que entraram na arca calcula-se que demorou muito tempo para, de dois em dois, os animais entrarem.) e
cresciam até um certo ponto, depois paravam de crescer.
Tomemos como exemplo, para entender o problema do argumento, o dinossauro Apatosaurus, que amadurecia em oito a dez anos - com um ganho de peso anual de quase 5.500 kg. leve em conta três fatos:
- O apatosaurus era um dos muitos gêneros de saurópodes que existiram;
- Os diplodocidae, família do Apatosaurus, não eram tão pesados como os Titanosauridae e Brachiosauridae, que oscilavam entre 80 e 100 toneladas;
- O dilúvio durou um ano, segundo a Bíblia, mas bem antes disso Noé teve que levar os animais pra arca, e as estimativas indicam que pode ter demorado mais ou menos 1 ano para todos os animais entrarem.
Agora, consideremos: Se a cada ano o Apatosaurus aumentava em 5 toneladas - algo perto do peso do elefante -(sendo que haviam saurópodes mais pesados como ele),quantas toneladas, juntos, os vários saurópodes (Brachiosaurus, Jobaria, etc) teriam juntos do tempo em que entraram e saíram da arca? A arca suportaria tantas toneladas assim?
MAIS PROBLEMAS...
Os problemas de se admitir os dinossauros e outros seres pré-históricos como sendo
contemporâneos não param aí. Existe alguns problemas acerca dessa visão que não podem simplesmente ser ignorados:
- Calcula-se que se pegássemos toda a fauna pré-histórica que hoje é documentada pelo registro fóssil e fizéssemos que ela vivesse toda numa mesma época, como afirmam os Criacionistas da Terra Jovem, não haveria quase espaço no planeta, tanto na terra seca quanto nos oceanos.
- Algumas espécies de dinossauros são encontradas somente em rochas de determinado período. Um bom exemplo é a família Ankylosauridae, cujos fósseis só são encontrados em rochas do Período Cretáceo. Se a geocronologia estivesse errada e os dinossauros fossem contemporâneos, casos como esse não deveriam acontecer.
Concluímos, então, pela arqueologia e pela
paleontologia, que os dinossauros não foram
contemporâneos ao homem, ou seja, não viveram no tempo do Dilúvio. Como pode ser visto aqui, existem evidências do dilúvio de
Gênesis, no entanto, tudo indica que os dinossauros viveram milhões de anos antes de Noé (como aceitar os milhões de anos sob a
ótica bíblica? Confira aqui).
Mas isso não quer dizer que não haja menção bíblica dos dinossauros...
OS "TANNIYNS"
Não existe menção bíblica nenhuma de que Saurísquios e Ornitísquios entraram na Arca de Noé, nem que humanos e dinossauros coexistiram. Porém, na realidade, a Bíblia menciona sim os dinossauros, apesar de jamais haver usado a palavra “dinossauro” (que foi criada pelo cientista Richard Owen). Ao invés disso, usa a palavra tanniyn, vinda do Hebraico. Tanniyn é traduzida de algumas poucas maneiras diferentes nas Bíblias de língua inglesa; às vezes como “monstro do mar”, às vezes como “serpente”. É mais comumente traduzida como “dragão”. Tanniyn parece ter sido algum tipo de réptil gigante. Estas criaturas são mencionadas quase trinta vezes no Antigo Testamento e são encontradas tanto em terra quanto no mar. Possivelmente esse termo, então, pode descrever:
- Ou dragões cuspidores de fogo, que alguns cientistas acreditam que tenha existido;
- Ou a animais que os hebreus só conheciam pelas ossadas fósseis encontradas, mas que nos tempos da Criação foram criaturas que dominaram em absoluto em seu tempo.
Vale lembrar que, segundo a Bíblia, os Tanniyns foram criados no 5º dia, juntamente com as aves e peixes atuais (Gênesis 1:21 parte "a" diz: "E Deus criou os grandes monstros do mar [Tanniyns]). Coincidência ou não, foi na Era Mesozóica (a Era dos Dinossauros) que as categorias de aves e categorias de peixes atuais surgiram.

Além de mencionar estes répteis gigantes quase trinta vezes no Antigo Testamento, a Bíblia descreve algumas criaturas de tal modo que alguns estudiosos acreditam que poderiam estar descrevendo dinossauros.
Behemoth é descrito como a mais poderosa de todas as criaturas de Deus, um gigante cuja cauda é comparada à árvore de cedro (
Jó 40:15 em diante). Alguns estudiosos tentaram identificar
Behemoth como um elefante ou hipopótamo. Outros dizem que tanto elefantes quanto hipopótamos têm caudas muito finas, nada que se possa comparar ao cedro. Porém, as únicas criaturas
corpulentas que possuíram a cauda longa e forte como o cedro são os
sauropodomorfos pertencentes á família
Diplodocidae. Um exemplo clássico de dinossauro dessa família é o
Diplodocus (imagem acima), de 27 metros de comprimento e cauda tão longa que era utilizada como um potente chicote.
Mas, então, isso quer dizer que
Jó viu um
Diplodocus? Não
exatamente... O fato é que quem faz a descrição desse
sauropodomorfo não é
Jó, mas sim Deus. O Criador pode ter mostrado esse dinossauro em visão para Jó, por isso o relato começa dizendo, no verso 15: "
Contempla o Behemoth, que eu fiz contigo". Atente também para a "ironia" na frase "que eu fiz contigo": o sentido da ironia aumenta ainda mais se estiver se tratando de um animal que
Jó só conheceria por ossadas encontradas ou em visão, e que viveu há 140 milhões de anos...
O
Leviathan, descrito no capítulo 41 do mesmo livro, também foi descrito por Deus, mas nesse caso o animal parece ser conhecido pelo patriarca. Dinossauro vivo? Não, pois o
Leviathan não possuía
características nem de dinossauro e nem de
plessiossauro. As
características do
Leviathan apontam apenas para dois animais: 1 - Os
dragões cuspidores de fogo, lendários em várias culturas, inclusive na Medieval. Segundo alguns estudos recentes, é bem provável que esses dragões tenham realmente existido, dado a forma que são descritos nas mais diversas culturas e a possibilidade já comprovada de existir um animal com tais
características. 2 - O
mosassauro (um lagarto-monitor marinho gigantesco com um corpo esguio), que existiu na pré-história mas, segundo relatos de pescadores ao longo da história, pode ser que tenha convivido com o homem em tempos antigos, mesmo ainda não tendo sido encontrado um fóssil recente dessa criatura.
Finalizando, a última menção de um dinossauro encontra-se no livro de Daniel.
DINOSSAURO EM PROFECIA?
Em Daniel 7, o profeta tem a visão de quatro animais (representando quatro reinados): um similar a um leão (mas com asas), outro similar a um urso (com 7 costelas na boca), outro similar a um leopardo (mas com quatro cabeças), e um último que Daniel não soube dizer com o que se
parecia. Observe a descrição desse quarto animal: “Vi ainda um quarto animal, aterrorizante, assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais despedaçava e devorava suas vitimas e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os outros animais”. Daniel, 7:7 e 19.
Os outros três animais foram
embasados, por Deus, em três animais que realmente existiram e existem: o leão, o urso e o leopardo. Ora, sendo assim, é de se esperar que o 4º animal também tivesse existido. Vejamos as
características desse 4º animal:
- Daniel nunca viu nada parecido com ele;
- Era medonho e assustador;
- Possuía chifres e/ou espinhos;
- Possuía "dentes de ferro" com os quais dilacerava as vítimas;
- Pisoteava tudo o que sobrava, ou seja, usava os seus pés também como arma.

O único animal que alguma vez já caminhou sobre a Terra que reúne todas as
características acima é um
terópode chamado
Carnotaurus sastrei.
Ele tinha um focinho curto, como o do buldogue, mas tinha sua boca recheada de dentes afiados, de modo que não se parecia com nada que hoje existe; parecia-se apenas com o que era: um dinossauro. Visto de frente, a sua aparência, na realidade, ficava mais esquisita ainda (observe ele de frente na imagem ao lado). Acima dos olhos tinha dois chifres parecidos com asas (daí seu nome, que quer dizer “touro carnívoro”), e ainda possuía uma série de
calombos pelas costas. Entretanto, seus braços eram totalmente atrofiados e praticamente
inarticulados, não serviam para nada, sendo apenas “úteis” as garras afiadas nos pés. Nenhum ser humano jamais o viu: ele teria vivido há 100 milhões de anos, na
Patagônia, Argentina. Todas essas
características, sem dúvida, identificam o
Carnotaurus como o animal representado simbolicamente na visão de Daniel (o que essa visão representa, de forma sintetizada? Confira
aqui).
É interessante notarmos que tanto o
Behemoth quanto o 4º animal são criaturas que nenhum homem viu de perto, e a forma que são descritos os seres na Bíblia parece que o autor os viu vivos. Isso é mais uma prova da autenticidade bíblica, pois como haveria a descrição perfeita de
características de animais pré-históricos, se não fosse o Criador para trazer essas descrições á tona?
E a pergunta que não quer calar: Como e por quê os dinossauros se extinguiram? Confira
aqui.
CONCLUSÃO
Definitivamente, nós podemos concluir que a Bíblia trata, sim, do tema "dinossauros", porém, não existem passagens bíblicas que digam com todas as palavras que os dinossauros coexistiram com humanos ou que eles entraram na Arca de Noé, ou mesmo que pereceram no dilúvio. Tal argumento, que seria o único modo de explicar os dinossauros em uma Terra de supostos 6 mil anos, não é sustentado nem pela Bíblia, nem pela paleontologia e nem pela arqueologia.
Contudo, podemos concluir também que, mais uma vez, a Bíblia está de acordo com as evidências científicas; por isso diz-se que ela continua atual. Isso não quer dizer que a Bíblia seja um compêndio científico (também porque não é), mas quer dizer que, verdadeiramente, ela contém relatos e menções que coincidem inclusive com as mais recentes descobertas científicas. Ao que parece, então, as palavras do químico Lowis Pasteur, pai da microbiologia, parecem fazer um certo sentido:
"Pouca ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima".